Fernando Paulo Loth e Clara Dietz – 106 anos de Matrimônio

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No dia 28/09/2018 o casal Fernando Paulo Loth e Clara Dietz estariam completando 106 anos de casados.
 
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Fernando, nascido em Joinville no dia 17 de dezembro de 1889, filho de imigrantes alemães, seu pai Johann Karl Loth nascido na Hohendorff na Alemanha e sua mãe Elisabeth Scharf, nascida na cidade de Ronnenberg, ambas cidades que ficam na região central da Alemanha.
 
O pai de Fernando (Johann), chegou na antiga colônia de Joinville, no dia 04/12/1869, junto com seu avô Johann, avó Maria e seus tios Carl e Johanna, conforme o registro de imigração de chegada no Brasil, disponivel no arquivo Histórico de Joinville:
 
 
LOTH, Johann: 48 anos, lavrador, Prússia, c/ mulher Maria (48), filhos Johanna (26), Johann (18), Carl (15), protestantes. (J e L)
 
A mãe de Fernando (Elisabeth), chegou na antiga colonia de Joinville, no dia 05/06/1863, junto com seu avô Johann Nikolaus e sua avó Margaretha, conforme o registro de imigração de chegada ao Brasil, disponivel no arquivo Histórico de Joinville:
 
 
SCHARF, Nicolaus: 39 anos, lavrador, Rohneburg, Prússia, c/ mulher Margaretha (32). (J e L)
 
Os pais de Fernando Loth (Johann e Elisabeth) também casaram na igreja Luterana da Paz, localizada no centro da Cidade de Joinville, em 19 de outubro de 1873.
 

Clara, veio ao Brasil com apenas 11 anos, acompanhada com seu pai Heinrich Dietz(já viúvo) e sua irmã Elisa Dietz. Deixaram dois irmãos na Alemanha, e nunca mais teve oportunidade de voltar.

 

Nascida em 24 de novembro de 1887 em Trempershof, um pequeno distrito de

Lüdenscheid em lado leste da Alemanha. Clara e família vieram ao Brasil com objetivo de uma vida melhor. Sua mãe havia falecido na Alemanha, motivo de um ataque que tiveram em casa, por motivo de guerras alemãs com países vizinhos. O pai de Clara (Heinrich), decide trazer as meninas mais novas ao Brasil para fugir da fome e guerra.

Chegaram no Brasil em 08/12/1899 na antiga colônia de Joinville, e ele como profissão de professor, com pouco dinheiro compram um pequeno lote de terra no distrito de Pirabeiraba, lugar onde os alemães com pouco dinheiro, moravam no inicio.

Conforme o registro de imigração de chegada ao Brasil, disponível no arquivo Histórico de Joinville:

 
DIETZ, Heinrich: 50 anos, operário, Eichholz, c/ filhos Clara (11), Elise (8), protestantes. (J e D)
 
 

Fernando e Clara, vizinhos de bairro em Pirabeiraba, se conheceram pela região onde moravam.
 
Casaram no dia 28/09/1912 na igreja Luterana de Pirabeiraba e anos mais tarde foram morar na Antiga Mittelweg(Atual Rua XV de Novembro) atras da Antártica, onde tiveram seus filhos (Adele, Augusto, Paula e Alfredo)
 
Anos mais  tarde, com profissão de lavrador Fernando, realizada vendas com seu Carro de Cavalos e foram morar no final do bairro Iririu, hoje atualmente o Centro Social Urbano. Neste lugar ainda permanece as árvores que o casal plantou ao lado de sua casa. Neste local nasceram seus filhos (Olga, Isolde e Erica.)
 
Ficaram durante 61 anos casados, até que Fernando, faleceu no dia 14/10/1973 e mais tarde Clara no dia 11/05/1979.
 
Tiveram sete filhos:
 
  1. Adele * 1913
  2. Augusto *1914
  3. Paula *1916
  4. Alfredo *1920
  5. Olga *1923
  6. Isolde *1925
  7. Erica *1927

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Bobas de Ouro do Casal (Fernando e Clara)

Direita para esquerda: Olga Loth e esposo Adolfo Ludtke, Erna Schmidt e esposo Alfredo Loth, Paula Loth e esposo Arnoldo Hinsching,  Paula Werner e Augusto Loth, Adele Loth e esposo Frederico Brietzig e Isolde Loth. (Foto 28/09/1962)


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Bodas de Ouro do Casal Fernando e Clara com seus netos e bisnetos (Foto 28/09/1962)


Minha Oma (Paula Loth Hinsching), sempre falava de seus pais com grande admiração. Opa Fernando nunca deixou faltar comida em casa e sempre trabalhou muito com lavoura e enquanto sua mãe Clara ficava em casa cuidando dos filhos e ajudava na lavoura. Sempre foram dedicados com sua família. Ela nunca aprendeu a falar o idioma português e durante as duas Grandes Guerras Mundiais, os militares andavam e revistam as casas e ela era considera “Muda”, porque não podia falar o idioma alemão.

A união em casa e respeito pelos pais era a marca da família. Mesmo quando eles já estavam bem velhinhos os filhos tinham admiração pelos pais.


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