Cabecinha – Capitão-Mor SFS/SC

Conheça também…

O Cabecinha governou São Francisco do Sul, durante 20 anos (1692-1712).

Genealogia

O nome completo dele era Capitão-Mor Domingos Francisco Francisques,  seu pai se chamava Angelo Francisco Francisquim, italiano de Gênova que foi um dos porimeiros povoadores da região de São Francisco do Sul e sua mãe Violante Rodrigues Velha.

Documento que comprova Cap. Domingos Francisco Francisques era filho de Angelo Francisco Francisques.

Violante era irmã de Isabel Rodrigues de Mira(casada com Manuel Velho Rangel também uns dos governadores de SFS) e ambas eram filhas de Luís Rodrigues Cavalinho, uns dos governantes da cidade de São Francisco do Sul e Isabel Rodrigues Velha.

Isabel e Violantes eram filhas do fundador e povoador da cidade de São Francisco do Sul Manoel Lourenço de Andrade e Maria Coqueiro. Portanto “Cabecinha” era neto do fundador da Cidade.

Outros históriadores acreditam que sejam de outra família. Acredito que por ser considerado uma pessoa com “má fama” em São Francisco do Sul devido as suas maldades, a sua origem é algo que precisa ser pesquisado.

Governador Responsável pela Vila

Como responsável pela vila, atormentava pessoas, visitando-a constantemente com um exército de cabras e capangas, que ali promoviam algazarras indizíveis, assustando a população atônita e temerosa.

Procurado por inúmeras patrulhas oficiais, Cabecinha, foi obrigado a fugir de sua casa nas Laranjeiras, porque foi sentenciado à morte pelo ouvidor Rafael Pires Pardinho, que esteve em São Francisco para restaurar a ordem em 1712, porém, ele conseguiu fugir da justiça.

Sua condenção à morte prometida de enforcamento em praça pública, sua cabeça salgada e exposta até que o tempo a consumisse. Mas a sentença nunca se concretizou, pois Cabecinha ao saber da sua condenação, embrenhou-se na mata e nunca mais se teve notícias dele.

Foi refugiar-se nas margens setentrionais da baía de São Francisco, onde viviam seus ancestrais e onde certamente terminou os seus tristes dias.

Decreto de Prisão do Cabecinha

Texto abaixo compete ao históriador Rafael José Nogueira‎ que adaptou com a ajuda do “Livro de Abreviaturas Manuscritos Do Século XVI ao XIX, da professora Maria Helena Ochi Flexor. Segue:

“Mestre de Campo Governador da Praça de Santos. EU EL-REI vos envio muitas saudações. Viu-se a vossa carta de 8 de janeiro deste ano em que dá conta das mortes, injustiças e violências que o Capitão-mór do Rio de São Francisco, Domingos Francisco Francisques tem feito e usado com os moradores daquela vila. E parece-me dizer-vos que ao Ouvidor de São Paulo ordeno devassa dos casos todos que o forem de devassa na forma da Lei, prendendo e dando Livramento ao dito Capitão-mór; E por se entender ser dificultosa sua prisão, pelo seu posto e poder, vos ordeno por esta transferência ao dito Ouvidor geral para o dito efeito toda a ajuda necessária; E pelo que respeita a queixa que fazeis de vos faltar ajuda do Rio de Janeiro, com o socorro de gente, artilharia e munições para a defesa dessa Praça. Me parece dizer-vos, que ao governador se ordena que vos socorra com tudo o que vos for necessário, como por várias ordens minhas se lhe tem encomendado. Escrita em Lisboa a 19 de Novembro de 1712.”

Rei Miguel Carlos para Manoel Gomes Barboza.

Lendas em nome do Cabecinha

Histórias e Lendas da Cidade de São Francisco do Sul

Muitas são as lendas e estórias contadas em nome do Cabecinha.

Uma das lendas é a Maldição do Padre, que conta a lenda do crime atribuído ao Cabecinha,o assassínio do Frei Fernando, o Beneditino vigário na época da paróquia da cidade São Francisco do Sul.

Outra lenda é o Enterro do Cabecinha na Ilha Redonda. Contam que até hoje, em noites de luar, se vê o corpo seco do Comandante encostado a uma árvore, à beira d’água, como que a implorar, que venha alguém que lhe dê sepultura.

Referência: SCHNEIDER, Adolfo Bernardo. Nossa Boa Terra. Joinville, 1984.

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