Rua das Palmeiras (Alameda Brüstlein)- Joinville

Cartão Postal da cidade de Joinville, destaca-se no Centro da Cidade. Palmeiras Reais foram plantadas em 1873 pelo Sr. Fréderic Brüstlein em frente ao Museu Nacional de Imigração (Palácio dos Principes ).

Conheça também…

História

A Rua das Palmeiras Imperiais (Alameda Brüstlein) de Joinville tem início em 1863, com a chegada à colônia do novo representante do príncipe, o engenheiro francês Fréderic Brüstlein.

Em 1865 assume oficialmente o cargo de representante e procurador do Principe Fraçois Ferdinand d’ Orléans (Principe de Joinville – Terceiro filho do Rei de França Luís Filipe I e de Maria Amélia de Bourbon, princesa de Nápoles – cunhado de D. Pedro II do Brasil e esposo de D. Francisca Carolina) substituindo Emile Mathorel, que havia pedido demissão e, junto com a família embarcado de volta à Europa.

Em 1875 antiga Colônia Dona Francisca contava com apenas 4.275 habitantes.

Visita Real – Que nunca aconteceu….

O novo procurador da Colônia Fréderic Brüstlein era muito trabalhor, já tinha conhecimento que o Casal Real (Principe de Jonville e D. Francisca Carolina) tinham interesse em visitar a região, assim o engeheiro projetou uma construção à altura para receber os ilutres visitantes.

A partir de 1866 com a planta do “Casarão”

http://festacultural.blogspot.com/2013/05/a-rua-de-joinville.html

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Brüstlein era empreendedor e visto que sabia que o príncipe e a princesa Dona Francisca tinham interesse em visitar a região, o engenheiro projetou uma construção que fosse digna de receber os mais ilustres visitantes. Já no início de 1866 apresentou a planta da residência a Adolph Haltenhoff, o proprietário da olaria que forneceria a maior parte dos tijolos e telhas utilizados. A construção iniciou nesse mesmo ano e em 1870 a “Maison Joinville”, como foi chamada pelo idealizador estava concluída.

Ao mesmo tempo em que projetou e construiu o palacete, Brüstlein queria surpreender o príncipe em algo mais. Na primeira vez que esteve no Brasil, em 1838, François Ferdinand, o príncipe de Joinville, então com apenas 20 anos, teria observado a variedade de palmeiras existentes e exclamado “Partout lê cocotier, mon arbre favori!”, ou seja, “por toda parte o coqueiro, minha árvore favorita”. A idéia de Brüstlein foi de criar uma alameda de palmeiras, como acesso ao palácio desde a rua do Príncipe.

Mas, não poderia ser qualquer espécie de palmeira e, para tanto, pediu em 1866 ao então diretor da colônia, Johann Louis Niemeyer que em sua viagem ao Rio de Janeiro trouxesse sementes da palmeira real, também conhecida como “palmeira mater”, que havia sido plantada por Dom João VI no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, para serem plantadas em sua nova alameda, na colônia.

As sementes chegaram em junho de 1867 e foram entregues ao jardineiro Johann August F. Boettcher, que cuidou para que brotassem e cuidou delas até chegarem ao ponto ideal para o replantio. Quando as palmeiras, em número inicial de 56, já tinham pouco mais de um metro de altura foram transplantadas para o lugar que ocupam. Essa transferência, supõe-se com base em alguns relatos, ocorreu entre os anos de 1871 e 1873.

As palmeiras a princípio não se desenvolveram muito bem, então Frederic Brüstlein as irrigava com água do mar, trazida diariamente pelo vapor Babitonga, que na década de 1880 fazia o percurso diário entre Joinville e São Francisco do Sul.

O nome oficial é Alameda Brüstlein, mas para os joinvilenses o local sempre vai ser a Rua das Palmeiras. Desde 1876, quando as primeiras palmeiras foram trazidas do Rio de Janeiro, a via se tornou um grande cartão postal da cidade.

A alameda foi pavimentada com paralelepípedos em 1910  e veículos de carga e passeio passavam continuamente por ela.

Enquanto as palmeiras iam crescendo naturalmente, mudanças bruscas na Rua das Palmeiras aconteciam. A principal intervenção ocorreu em 1973, quando houve o fechamento para o trânsito de veículos e a colocação de gramado.

Quase 40 anos depois, a alameda recuperou seu desenho original, reabrindo para a circulação de pedestres e ligando a Rua do Príncipe ao Museu Nacional da Imigração e Colonização, na rua Rio Branco.

RUA DAS PALMEIRAS – AO FUNDO MUSEU DOS IMIGRANTES. FOTO-DIVULGACAO. DATA DE CATALOGACAO-03/12/01.

1867, Frederico Brüstlein, administrador da Colônia Dona Francisca, solicitou a que trouxesse de sua viagem ao Rio de Janeiro sementes das palmeiras imperiais existentes no Jardim Botânico. Em 1873, as mudas de 56 palmeiras foram transplantadas para o local. Desde sua implantação, a Alameda Brüstlein passou por diferentes alterações de traçado, trânsito e sentido propostas por gestores, arquitetos, paisagistas, artistas e pesquisadores. Ainda no século XIX, as ruas do Príncipe e Rio Branco foram alargadas, o que ocasionou a retirada de quatro palmeiras. Em 1961, quando a Comissão do Museu Nacional e Imigração e Colonização assumiu os trabalhos na instituição, fez o replantio de mais dez palmeiras, em substituição às antigas. Em 1973, a Alameda foi ajardinada e transformada em Boulevard, com projeto do artista Juarez Machado. No dia 9 de março de 2005, a Alameda Brüstlein foi tombada como Patrimônio Cultural do município de Joinville. Em 2012, a Prefeitura de Joinville, em uma ação conjunta que envolveu diversos órgãos de governo, realizou um novo projeto de requalificação urbana da Alameda Brüstlein que, entre outras melhorias, abriu um caminho central levemente sinuoso para a passagem de pedestres.
Disponível em: https://www.joinville.sc.gov.br/noticia/2277-Uma+nova+Rua+das+Palmeiras+para+joinvilenses+e+turistas+.html. Acesso em: dez. 2015. 
Nota-se em segundo plano o Palácio dos Príncipes, que começou a ser planejado em 1867 e fundado em 1870. Em 1961 foi inaugurado como Museu da Nacional Imigração e Colonização.

Novas mudas são plantadas – 2018

No dia 31/10/2018 foram plantadas 04 novas mudas de Palmeiras Imperiais da espécie Roystonia oleracea na Alameda Brüstlein, ou mais conhecida como Rrua das Palmeiras. As novas palmeiras tinham me média 5 metros de altura.

Foto: Rogerio da Silva 

Quatro palmeiras “antigas” foram condenadas por terem sido atigindas por um raio, informou German Ayla, engenheiro agrônomo da UDR, especialista em palmáceas. As mudas foram produzidas no viveiro de mudas da Unidade de Desenvolvimento Rural (UDR), da Sama, a partir de sementes originais da própria Rua das Palmeiras.

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