Início dos Escravos no Brasil

No dia 13 de maio de 1889 foi assinado o Fim da Escravidão no Brasil pela D. Isabel, Princesa do Brasil a regente neste momento. O documento assinado como Lei Áurea permitia extingir toda a escravidão no Brasil, desde o nascimento de escravos negros, comécio ou posse para sempre nas terras brasileiras.

Tela Jogo de Capoeira, de Johann Moritz Rugendas (1802-1858)

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Na época do Brasil Imperial, foi um grande passo que tivemos em libertar os escravos, mas com um olhar critico na história, o Brasil foi o último país do continente americado a “aceitar” a condição.

Imagem da Tela de Escravos.

Escravos em Portugal

A escravidão no Brasil, foi cultural, ou seja, desde os colonizadores portugueses, que aqui chegaram, já traficavam escravos vindos África para realização de trabalhos domésticos e operários, para atender a elite européia. Com a vinda de D. João VI para o Brasil em 1808, podemos dizer que chegaram aqui os portugueses -toda corte real portuguesa e com seus escravos, para continuar atende-los assim como era em Portugal.

Início dos registros no Brasil

Por falta de registros precisos, dos primeiros escravos que chegaram ao Brasil, acreditamos que a tese mais aceita é em 1538, Jorge Lopes Bixorda, arrendatário de pau-brasil, teria traficado para a Bahia os primeiros escravos africanos.

Escravos Africanos.

Eles eram capturados nas terras onde viviam na África e trazidos à força para a América, em grandes navios, em condições miseráveis e desumanas. Muitos morriam durante a viagem através do oceano Atlântico, vítimas de doenças, de maus tratos e da fome.

Fonte: Marc Ferrez/Moreira Salles Institute Archive

Os escravos que sobreviviam à travessia, ao chegar ao Brasil, eram logo separados do seu grupo lingüístico e cultural africano e misturados com outros de tribos diversas para que não pudessem se comunicar. Seu papel de agora em diante seria servir de mão-de-obra para seus senhores, fazendo tudo o que lhes ordenassem, sob pena de castigos violentos. Além de terem sido trazidos de sua terra natal, de não terem nenhum direito, os escravos tinham que conviver com a violência e a humilhação em seu dia-a-dia. A minoria branca, a classe dominante socialmente, justificava essa condição através de idéias religiosas e racistas que afirmavam a sua superioridade e os seus privilégios. As diferenças étnicas funcionavam como barreiras sociais.

Ao nascer do sol, escravos, faziam fila, caminho para a roça.

O escravo tornou-se a mão-de-obra fundamental nas plantações de cana-de-açúcar, de tabaco e de algodão, nos engenhos, e mais tarde, nas vilas e cidades, nas minas e nas fazendas de gado. Além de mão-de-obra, o escravo representava riqueza: era uma mercadoria, que, em caso de necessidade, podia ser vendida, alugada, doada e leiloada. O escravo era visto na sociedade colonial também como símbolo do poder e do prestígio dos senhores, cuja importância social era avalizada pelo número de escravos que possuíam.

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