Livros de registros em Santa Catarina (Batismo, Casamento e Óbitos) – Católicos

Inicialmente no estado de Santa Catarina a religião católica era dada como oficial e portanto as primeiras igrejas construídas foramCatólicas. Portanto reliazar o registo que acontecia nas cidades era a função do Vigário e/ou Padre da localidade naquele tempo.

Registro de Bastismo da Igreja Nossa Senhora Graça de São Francisco do Sul no ano de 1880. Escrito pelo Padre Antonio Manoel de Nobrega. Batizado de Bernardo Marques de Medeiros(Meu bisavô).

A relação dos Livros está separado por Abertura(Início dos Registros) nas cidades abaixo:

Região Norte do Estado

São Francisco do Sul: a partir de 1783;

Penha: a partir de 1791

PortoBelo: a partir de 1814;

Itajaí: a partir de 1834 (em 1828 tem um livro do curato compartilhado com Penha);

Tijucas: a partir de 1852;

Joinville: a partir de 1857;

Araquari: a partir de 1858;

São João Batista: a partir de 1859;

Camboriú: a partir de 1861;

Brusque: a partir de 1861;

Barra Velha: a partir de 1863;

Gaspar: a partir de 1867;

Blumenau: a partir de 1869;

Rio dos Cedros: a partir de 1870;

Luís Alves: a partir de 1880;

Nova Trento: a partir de 1883;

Rodeio: a partir de 1895;

Jaraguá do Sul: a partir de 1910;

Massaranduba: a partir de 1911;

Botuverá: a partir de 1912;

Ascurra: a partir de 1912;

Ituporanga: a partir de 1926;

Rio do Sul: a partir de 1927;

Corupá: a partir de 1935.

De Penha, temos livros escritos por José Ferreira da Silva, Cláudio Bersi de Souza, Pedro Bersi. De Camboriú, temos livros escritos por Isaque de Borba Correa.Para se pesquisar alemães também existe uma vasta bibliografia. Há livros que tratam da Colônia São Pedro de Alcântara, com relação de imigrantes. Destaco os autores Toni Jochem e Aderbal João Philippi. Livros sobre Brusque, Gaspar, Rio do Sul etc. Há registros eclesiásticos católicos e também os registros luteranos. Há listas de bordo dos alemães da Colônia Dona Francisca. Há bastante material na Casa Amigos de Brusque e no Arquivo Histórico José Ferreira da Silva, em Blumenau. O livro “Simplesmente Gaspar”, de Leda Baptista, traz preciosas informações. O livro “As Famílias de Brusque”, de João Carlos Mosimann é boa fonte para consultar famílias alemãs. O mesmo livro traz sobre famílias polonesas. Há publicações sobre poloneses de autoria da escritora Maria do Carmo Ramos Krieger.Sobre os Belgas: há vários livros sobre Ilhota. Destaco o livro do professor Paulo Maes: “Colonização Flamenga em Santa Catarina – Ilhota”.Para a pesquisa de famílias italianas: além dos registros eclesiásticos, há os memoriais de lotes no Arquivo Público do Estado, há vários documentos na casa Amigos de Brusque, há muitos livros com listas de imigrantes etc. Destaco o livro “Vencer ou Morrer” de Renzo Maria Grosselli, Colonização Italiana em Ascurra, de José Finardi, História e Imigração italiana em Rio dos Cedros, do Padre Victor Vicenzi. Há livros sobre Luís Alves escritos pela professora Didymea Lazzaris de Oliveira e pelo Padre Antônio Francisco Bohn. Sobre Guabiruba: tem o livro do Eder Celva. Sobre os italianos em Botuverá tem o livro “Botuverá nossa história nossa gente”, do Pedro Luiz Bonomini, tem também o livro “Memórias de Porto Franco”, de Marlus Niebuhr. . O livro “As Famílias de Brusque”, de João Carlos Mosimann é boa fonte para consultar famílias italianas. Há diversos livros de genealogia de famílias específicas.Muita gente busca lista de passageiros, principalmente dos imigrantes italianos. O que há está no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro e no Museu da Imigração do Estado de São Paulo. A consulta pode ser feita pela internet.Casamentos de Luís Alves anteriores a 1897: alguns podem estar registrados em Gaspar, Blumenau, Itajaí. Porém, não se tem encontrado registros de casamentos dos imigrantes italianos. Os batizados estão registrados a partir de 1880. Os livros de Luís Alves não foram microfilmados pelos mórmons.Em Itajaí há uma lacuna nos Batizados, de 1847 até 1854, nos casamentos de 1845 até 1857, e nos óbitos também de 1845 até 1857.Em Penha, não há livro de óbitos de 1837 até 1855.Os primeiros livros de Porto Belo estão muito ilegíveis.Os primeiros livros de São Francisco foram extraviados. O primeiro livro de Batismos existente é o livro número 5 (1795). O primeiro livro de casamentos é o livro número 7 (1857).A meu ver, a melhor maneira de estudar a genealogia de um lugar, de maneira sistemática, é transcrevendo os dados dos livros para planilhas.

Facilita muito na hora de montar as famílias, principalmente para esclarecer dúvidas nos nomes e sobrenomes. Eu fiz várias planilhas sozinho. Organizei alguns mutirões e fizemos várias outras planilhas: São Francisco do Sul, Araquari, Barra Velha, Camboriú, Penha, Porto Belo, Itajaí, Brusque, Luís Alves, São José, São Miguel (Biguaçu), Imaruí, Vila Nova (Imbituba). As informações eu armazeno em dois softwares: o PAF4 e o TNG.Os livros eclesiásticos antigos, em sua grande maioria, estão disponibilizados no sitewww.familysearch.org . Os originais estão nas Cúrias e Paróquias. Os de Itajaí, Camboriú, Porto Belo, Brusque, Nova Trento, Tijucas, São João Batista estão no Arquivo Histórico Eclesiástico da Cúria Arquidiocesana de Florianópolis. Os de Penha e Luís Alves estão na Cúria Diocesana de Blumenau. Os de Barra Velha, Araquari e São Francisco estão na Cúria em Joinville. De São Francisco e Araquari, alguns ainda estão nas respectivas paróquias. Para pesquisar luteranos de Itajaí e Brusque, os livros estão na Paróquia Evangélica Luterana de Brusque.

Famílias do vale de itajaí

No registros do Curato do Santíssimo Sacramento de Itajaí, a partir de 1828 até 1832, aparecem as seguintes famílias:

  • Alves de Siqueira, Alves dos Santos, Aquino, Arriola, Bernardes, Bittencourt, Borba Coelho, Borges, Caldeira, Cardoso, Chaves, Coelho da Rocha, Cordeiro, Correa da Silva, Correia de Negreiros, Costa, Cunha, Dias de Arzão, Dias dos Santos, Fernandes, Ferreira, Ferreira de Mello, Ferreira dos Santos, Freitas, Gonçalves, Gonçalves Lamim, Gonçalves Lourenço, Ignacio de Mendonça, Lourenço, Luiz, Machado, Machado da Veiga, Machado de Espíndola, Maia, Martins, Miranda, Moutinho, Moraes, Nascimento, Pereira, Pereira da Rosa, Pereira da Silva, Pereira de Macedo, Pereira Jorge, Pereira Machado, Picanso da Silva, Pinto Loubão, Pires Fraga, Rabelo, Rocha, Rodrigues, Rodrigues dos Passos, Rosa, Santos, Silva, Silveira, Silveira da Costa, Simões, Soares da Silva, Souza, Souza da Rosa, Souza de Miranda, Souza Ramos, Souza Soares, Vieira, Vieira Cordeiro, Vieira de Borba.

No livro de Batismos de Itajaí, de 1834-1844 aparecem as famílias:

  • Alves, Alves dos Santos, Andrade, Anjos, Aquino, Azevedo, Azeredo Leão Coutinho, Borba Coelho, Borges, Cabral, Caldeira, Cardoso, Cardoso Ferreira, Cavilha, Coelho da Rocha, Correa da Silva, Correia de Negreiros, Costa, Cunha, Deschamps, Dias, Dias da Costa, Dias de Arzão, Enriques, Fagundes, Fernandes, Ferreira, Ferreira de Mello, Forte, Freitas, Goedel, Gomes, Gonçalves, Gonçalves da Costa, Gonçalves Fagundes, Flores, Gonçalves Lamim, Gonçalves Moreira, Haendchen, Ignacio de Mendonça, Jorge de Chaves, Leite, Lima, Lopes, Lopes Rodrigues, Luiz, Macedo, Machado, Machado da Veiga, Machado dos Santos, Machado de Espíndola, Martins, Medeiros, Melo, Miranda, Moura, Nascimento, Nunes, Oliveira, Pacheco, Pereira, Pereira da Rosa, Pereira da Silva, Pereira das Neves, Pereira Jorge, Pereira Passos, Pinheiro, Pinto, Pires, Pires Fraga, Pontes, Rabelo, Rebello, Rocha, Rodrigues, Rosa, Santa Anna, Santos, Sarmento, Schneider, Silva, Silva Mafra, Silva Mariano, Silveira, Silveira da Costa, Silveira de Ramos, Simões, Soares, Soares da Silva, Souza, Souza da Silva, Souza de Miranda, Souza Oliveira, Souza Ramos, Souza Rosa, Souza Sarmento, Teixeira, Teixeira Machado, Theis, Vanzuite, Veiga, Vieira, Vieira Cordeiro, Vieira da Costa, Vieira de Borba, Vieira Rabelo, Werner.
  • A pesquisa de famílias descendentes de portugueses do continente, açorianos e madeirenses, nos livros de batismo, casamento e óbitos, geralmente nos ajuda a descobrir a origem das pessoas constantes ali. Percebe-se que para Itajaí vieram muitas pessoas nascidas em Penha de Itapocorói.
  • Muitos outros vieram de alguma das freguesias da Ilha de Santa Catarina, notadamente da freguesia de Nossa Senhora das Necessidades – Santo Antônio de Lisboa, freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, São Miguel e São José. Muitos vieram de Desterro. Há famílias vindas de Porto Belo e São Francisco. Várias pessoas de Paranaguá e Cananeia. Aparecem alguns vindos da Província de São Pedro do Rio Grande. Há uma vasta bibliografia sobre imigração e colonização açoriana. No Arquivo Público do Estado de Santa Catarina (no Saco dos Limões) há o Livro de registro dos Vigários (1856-1857) onde eram registradas as propriedades de cada morador, com suas respectivas confrontações. Há também os livros de Sesmarias. Sobre Itajaí, há o livro “Pequena História de Itajaí”, do professor Edison d’Ávila, o “Itajaí – do Curato à Globalização”, da professora Didymea Lazzaris de Oliveira, “Famílias de Itajaí” – volumes 1 e 2, da professora Marlene Dalva da Silva Rothbarth, e ainda o livro “O que a memória guardou”, do jornalista Juventino Linhares. Sobre famílias francisquenses há vários escritos de autoria do professor Antônio Roberto Nascimento.

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