1759 – Capela de São João Batista de Itapocorói (Penha)

Atráves da iniciativa de Bento da Silva Veloso e Tomé da Silva Coutinho, após obterem licença do Bispo do Rio de Janeiro realizam a construção da Capela de São João Batista de Itapocorói no ano de 1759.

Capela de São João Batista de Itapocoró

A capela era uma filial da Matriz de Nossa Senhora da Graça do Rio São Francisco.  Somente em 1815, com a visita pastoral do Bispo do Rio de Janeiro, Dom José Caetano da Silva Coutinho, a capela foi elevada à condição de curato.

Resultado de imagem para Capela de São João Batista de Itapocorói
Capela de São João Batista de Itapocorói

Texto escrito pelo grande professor Telmo José Tomio.

Conheça também…

História

Segundo documentos históricos, em 1739 já havia moradores na região de Itapocorói. Foi nesse ano que se flagrou o desembarque clandestino de mercadorias que seriam contrabandeadas. Se as mercadorias eram descarregadas aqui, e se havia lugar para guarda-las, é sinal que aqui morava gente. Isso foi a 02 de outubro de 1739.

Resultado de imagem para Capela de São João Batista de Itapocorói
Capela de São João Batista de Itapocorói(aos fundos antigo ceminterio)

Em 1759, o número de moradores havia aumentado com certeza, pois, dois moradores: Bento da Silva Veloso e Tomé da Silva se dirigiram ao Bispo do Rio de Janeiro pedindo permissão para levantarem uma capela. A autorização foi assinada no dia 27 de abril de 1759, e a capela foi por eles construída. Como diz Pedro Bersi, em seu livro “Mar e Sertão”, página 294, “construída em alvenaria de pedra ajuntada, com argamassa de cal do mar, barro e areia, a capela de São João foi erguida sobre uma pequena elevação junto à extremidade sul da enseada de Itapocorói; a fachada principal está voltada para o mar.

Resultado de imagem para Capela de São João Batista de Itapocorói
Capela de São João Batista de Itapocorói

A volta da capela descortina-se amplo adro gramado”. Pedro Bersi ainda diz: “Linhas retas, ao estilo colonial da época, denotam o bom gosto arquitetônico empregado na construção da capela São João Batista (Arraial de Itapocorói 1759). A Claraboia na parede frontal, os singelos adornos externos e o arco interior junto à nave principal imprimem leveza e personalidade à centenária construção. Quanto a material empregado no reboco das paredes pouco se sabe. Conchas de sambaqui, algumas ainda intactas, vieram à tona logo após o inesperado incêndio ocorrido em março de 2005. A cal do mar, ao contrário do óleo de baleira (produto extremamente caro na época) aparentemente foi o principal material empregado na argamassa das paredes de pedra bruta ajuntada. A própria igreja foi erguida sobre os restos de um imenso sambaqui”.Sobre a construção utilizando-se óleo de baleia, há muitos estudos sobre o assunto.Um deles, escrito pelo arquiteto Jorge Eduardo Lucena Tinoco, do Centro de Estudos Avançados da Conservação Integrada, de Pernambuco, diz:

“O óleo de baleia é um combustível, é considerado também uma graxa e, portanto, não tem propriedades aglutinantes ou secativas como o óleo de linhaça por exemplo. Inclusive, Faraday (1791-1867) extraiu dele o Benzeno a partir dos resíduos do aquecimento desse óleo utilizado na iluminação pública (MERLO, p.1, 2012). Em estudos e testes sobre os rebocos de cal, o Centro de Estudos de Conservação Integrada não verificou nenhuma possibilidade de endurecimento numa argamassa a base de cal e areia, produzida no traço 1:3, quando adicionado o óleo da baleia. Entretanto, constatou boas propriedades hidrofugantes quando esse óleo foi aplicado após a carbonatação sobre a argamassa. Fazer impermeabilizações utilizando óleos e sabões ainda hoje é comum quando se executam revestimentos em estuque em áreas molhadas. Só que, devido ao elevado valor e às severas restrições na comercialização do óleo de baleia, o mais prático e barato é o uso de sabão. Há um estudo sobre o óleo de baleia em argamassa de cal e areia que demonstrou não ser esse óleo apropriado para compor as argamassas de revestimentos como aditivo  (SANTIAGO, p.34, 2007)”.Então, por que se criou no Brasil o mito do óleo de baleia como elemento responsável pela excelência dos rebocos antigos?Em 2005, o professor de Química do Curso de Gestão de Restauro do Centro de Estudos Avançados da Consevação Integrada, Antonio Alves Junior, teve a oportunidade de ver nas mãos do diretor do Museu de Igarassu, um documento do final do século 18 que alude se utilizar parte do dinheiro da arrecadação dos impostos do óleo da baleia nos serviços de restauração da igreja matriz da cidade. Isso possibilitou se levantar a tese de que, a assertiva foi feito com óleo de baleia teria origem na utilização dos recursos financeiros advindos dos impostos da comercialização do óleo da baleia, o petróleo do passado.Enfim, devemos ter em mente o seguinte: A Capela de São João Batista de Itapocorói foi construída em 1759. A Armação Baleeira de Itapocorói foi instalada em 1778, portanto, 19 anos depois. Portanto, não havia extração de óleo de baleia nesta região na época da construção da capela. O óleo de baleia não faz liga com massa de cal e areia. Se trouxeram óleo de outro lugar, pode ter sido usado para impermeabilizar colunas, paredes e pedras. Talvez esse uso (de impermeabilização) tenha sido utilizado somente na construção da torre, ocorrida em 1820, mas é pouco provável. Diante disso tudo, não se deve afirmar que a Capela de São João Batista de Itapocorói foi construída com óleo de baleia.

Resultado de imagem para Capela de São João Batista de Itapocorói
Capela de São João Batista de Itapocorói

Curato

Em 30 de julho de 1815, o arraial de Itapocorói foi elevado à condição de Curato. Neste dia, esteve fazendo visita pastoral (a primeira de um bispo no lugar) o Bispo do Rio de Janeiro, Dom José Caetano da Silva Coutinho.A nossa região, por muito tempo, pertenceu à jurisdição eclesiástica da diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (que atendia desde o Rio de Janeiro até Colônia do Sacramento, no atual Uruguai). Depois, no final do século XIX, passou à diocese de Curitiba.

Resultado de imagem para Capela de São João Batista de Itapocorói
Capela de São João Batista de Itapocorói

Em 1908, foi criada a diocese de Santa Catarina, com sede em Florianópolis. Atualmente, Penha pertence à diocese de Blumenau.Com a construção da Capela de São João Batista, em 1759, toda a região entre Camboriú e Barra Velha era espiritualmente atendida pelo capelão responsável por essa capela, que era uma filial da Matriz de Nossa Senhora da Graça do Rio São Francisco.

Resultado de imagem para Capela de São João Batista de Itapocorói
Capela de São João Batista de Itapocorói

Registros de Batismo, casamento e Óbitos

Nossos ancestrais mais remotos daqui desta região têm seus registros de batismo, casamento e óbito anotados nos antigos livros eclesiásticos dessa Capela de São João, a partir de 1791. Antes disso, encontramos registros nos livros de São Francisco, a partir de 1783. Esses livros, ou os que sobreviveram ao tempo, estão nos Arquivos Histórico-Eclesiásticos e Cúrias Diocesanas. Ao analisarmos esses registros de nossos ancestrais percebemos que eles vieram de outros lugares para cá. Percebemos famílias de pescadores paulistas que vieram para cá no início dos anos 1800, vindos de Iguape, Cananeia, Paranaguá, São Sebastião etc. Encontramos muitas pessoas que vieram diretamente de Portugal – do continente – para cá, geralmente marinheiros. E em grande número, vamos encontrar nossos açorianos e seus descendentes, vindos de uma das freguesias classificadas como núcleos primários de colonização açoriana. Vale lembrar que muitas famílias, na época da invasão espanhola, vieram da Ilha de Santa Catarina para cá. Muitas outras famílias vieram do litoral paulista, de São Francisco e da Ilha de Santa Catarina, atraídas pelas oportunidades surgidas no período da pesca da baleia, já que aqui tínhamos a Real Armação Baleeira de Itapocorói, fundada em 1778, arrendada ao fidalgo português Joaquim Pedro Quintella, sobrinho do falecido concessionário Inácio Pedro Quintela, protegido do Marquês de Pombal.

A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre
Capela de São João Batista de Itapocorói

Como já mencionei, os registros de nascimento/Batismo, Casamento e Óbitos eram anotados nos livros dessa capela Naquela época não havia cartório.  Por isso, a capela de São João Batista de Itapocorói é muito importante no contexto histórico de nossas famílias luso-açorianas que foram se espalhando pelo nosso litoral e adentrando o interior. Até 1824, qualquer ato religioso entre Barra Velha e Camboriú era realizado na Capela de São João de Itapocorói.

Após 1824, com a criação do Curato do Santíssimo Sacramento de Itajaí, os atos religiosos entre o rio Gravatá e o rio Camboriú eram feitos em Itajaí. Na Capela da Armação eram realizados atos religiosos dos habitantes que moravam entre o rio Gravatá e o rio Itapocu (entre as atuais Navegantes e Barra Velha). Em 1839 foi criada a freguesia de Nossa Senhora da Penha, que passou a atender a região, suplantando o atendimento que era feito pela Capela da Armação. Com a decadência da armação baleeira, Nossa Senhora da Penha passou a ser o centro importante da região. Por volta de 1860, entrando em atividade o curato de São Pedro de Alcântara de Barra Velha, o padre de Penha atendia a região entre as atuais Piçarras e Navegantes. Porém, com a constante ausência de padre em Barra Velha, vamos continuar encontrando muitos registros de pessoas de lá nos livros daqui.

O livro mais antigo de registro de óbitos da nossa região é o da Capela de São João Batista de Itapocorói, do período de 1791-1835. Neste livro estão os nomes dos falecidos, a idade que tinham, em que lugar moravam, onde foram sepultados etc. É interessante notar que, pessoas importantes eram sepultadas dentro da igreja. Vamos encontrar a indicação nos registros. Era um costume da época.No Brasil, a primeira tentativa de proibição de enterros nos templos foi através da Carta Régia nº 18, de 14 de janeiro de 1808. A ordem era clara, cidades populosas deveriam construir cemitérios extramuros. Esta lei foi esquecida, tornando-se letra morta. Nova tentativa de sua aplicação ocorreu em 1825, quando Dom Pedro I tratou pela decisão número 265, de 17 de novembro de 1825, da transferência do cemitério da matriz de Campos dos Goytacazes, na província do Rio de Janeiro, para fora da cidade conforme recomendava a Carta Régia.

A lei imperial de 1º de outubro de 1828, que instituía as câmaras municipais do Império do Brasil, regulamentou entre outras questões sobre o sepultamento fora das igrejas. Neste primeiro momento, não ocorreu uma proibição, apenas uma recomendação para instituição dos cemitérios fora dos templos e que o mesmo fosse edificado sob a tutela da autoridade eclesiástica local. Portanto, a lei não proibiu o enterro dentro das Igrejas apenas recomendou e permitiu que as Câmaras locais legislassem sobre o tema, cada vila ou cidade deveria adotar ou não a recomendação. Assim, de 1828 a 1862, seguiram outras leis imperiais tentando disciplinar o sepultamento dos mortos fora das Igrejas.O estigma do cemitério exerceu forte influência na população, que resistiu à lei imperial de 1828 e continuou com sepultamento em locais impróprios e teve seu fim definitivo somente 1927 quando o Código de Direito Canônico proibiu definitivamente esta prática.Não sei se permanece na história oral e na memória das pessoas da região da Armação de Itapocorói, esse fato de pessoas serem sepultadas dentro da Igreja. Esse tipo de sepultamento acontecia também em São Francisco e Itajaí.

Em minhas pesquisas genealógicas do litoral norte de Santa Catarina, eu transcrevi os  livros mais antigos de São Francisco, de Penha, de Itajaí e de outros lugares. No livro de óbitos da Capela de São João Batista de Itapocorói, encontrei entre 1791 e 1835, 62 sepultamentos realizados dentro da igreja.No livro de Óbitos de São Francisco, de 1783 até 1790, encontrei 58 registros que dão Itapocorói como lugar de sepultamento.

No livro de óbitos de São João Batista de Itapocorói, o primeiro sepultamento dentro da capela, que encontrei, está bem no início do livro, foi aos 15 de janeiro de 1791, quando aos 65 anos de idade morreu Thomé da Silva Coutinho, casado com Joanna de Siqueira, encomendado e sepultado dentro da capela pelo Padre Antônio Duarte Carneiro. Esse Thomé da Silva Coutinho é o citado Thomé da Silva que em 1759 havia se dirigido ao bispo do Rio de Janeiro, pedindo licença para a construção da capela. Ele é um dos heptavós (ou sétimos avós) da imperatriz da Festa do Divino deste ano de 2014, Maíra da Rocha, e também do nosso aluno do segundo ano inovador 201, Matheus da Silva. Talvez, o citado Thomé da Silva Coutinho seja ancestral de muitos de nós. Fazendo um estudo genealógico é possível averiguar isso.Há 17 anos que eu pesquiso genealogia.

Com o intuito de montar as genealogias das famílias mais antigas de Itajaí, minha terra natal, me vi obrigado a estudar e montar as genealogias das famílias da região de Itapocorói. Tive também que me aprofundar nas pesquisas de famílias de São Francisco, Porto Belo, São José, São Miguel (atual Biguaçu) e freguesias da Ilha de Santa Catarina. Com isso, tenho conseguido montar as genealogias de nossas famílias, descobrindo suas origens, de qual ilha vieram, de qual freguesia, ou se vieram de outros lugares como São Paulo etc. Além das famílias lusas e açórico-madeirenses, tenho estudado também as famílias italianas vindas pra Santa Catarina, além de inúmeras famílias alemãs, tendo visto que a nata da sociedade itajaiense na segunda metade do século XIX era alemã.Eu procuro ensinar os alunos a pesquisarem e a construírem suas genealogias, mostrando-lhes a importância de conhecermos nossas raízes. Sempre cito a frase que o filósofo Sócrates usava: “Conhece-te a ti mesmo” e digo: não faz sentido querermos conhecer todas as coisas se não soubermos um pouco das nas origens, das nossas raízes, quem sou eu, por que minha família vive neste lugar, etc.Aos alunos que conseguem trazer os nomes dos bisavós, eu consigo ajudar com maior facilidade, pois, tenho dados de nascimento até 1930, de casamento até 1950 e de óbito até 1999, isso de toda a nossa região.Tenho feito algumas genealogias de colegas de trabalho também.  

A do professor Eduardo “Bajara” de Souza, cheguei até os Açores, com ancestrais na Ilha Terceira, na Ilha do Faial, na Ilha de Santa Maria, na Ilha de São Jorge e em Pernambuco.Aqui em Penha há um painel com a genealogia da família Costa, de Armação, e muitas pessoas têm uma cópia desse belo trabalho artístico. Eu fiz umas correções ao texto e encaminhei a dona do painel. Resumindo: ali dizia que o patriarca da família Costa, José de Souza da Costa, teria vindo do Rio Grande para cá, em meados do século XIX. O correto é que ele nasceu na Armação em 1821, e seus pais eram: Jacinto de Souza Soares e Gertrudes Rosa de Jesus. Avós paternos: José de Souza Soares e Joanna Antônia da Trindade. Avós maternos, João Silveira da Costa e Francisca Rosa de Jesus. O sobrenome Souza da Costa é a junção do Souza paterno com o Costa materno. Hoje, os Souza da Costa assinam somente Costa.Jacinto de Souza Soares, que era o pai do dito patriarca da família Costa, foi feitor da armação baleeira em 1825, ou seja, era o encarregado dos escravos. O avô do dito patriarca se chamava José de Souza Soares, batizado em Desterro em 1754. E foi o bisavô do dito patriarca que veio dos açores, mais exatamente da freguesia de Nossa Senhora da Luz, na Ilha do Faial, que veio para Santa Catarina em1748.Montei a genealogia da administradora Angela Maria. Os pais dela são da família Borba, descendentes de Amando Alberto de Borba. Mais uma vez eu comprovei que todos os Borbas do nosso litoral são de uma mesma família, todos descendentes de Antônio de Borba Cabral e Mônica Mariana, que vieram da Ribeirinha, na Ilha Terceira, Açores, que tiveram o filho Silvestre de Borba Coelho, que deixou vasta descendência no nosso litoral norte.

Alguns fatos curiosos nos óbitos de Itapocorói:

  • 15.01.1791, aos 65 anos mais ou menos, THOMÉ DA SILVA COUTINHO, casado com Joanna de Siqueira, morador do Rio Cambri, sepultado no interior da Capela da Armação. [Foi o requerente da licença para a construção da capela em 1759].
  • 07.11.1797, JOÃO DIAS DE ARZÃO, casado com Maria do Rosário, morreu infelizmente afogado. Morador de Itajaí, sepultado no Cemitério da Armação. – Este é João Dias de Arzão, o Moço, falecido com cerca de 90 anos, filho de João Dias de Arzão – o Sesmeiro do Rio Itajaí (recebeu sesmaria em 1658). Esse falecido era pai de Mathias Dias de Arzão, que em 1794 recebeu sesmaria às margens do rio Itajaí. Embora o sobrenome Arzão tenha quase que desaparecido, a descendência é grande e leva os sobrenomes Dias, Dias da Costa, Nunes e Nunes da Silva.18.05.1806, Maria, aos 3 anos, filha de José Ignacio Borges, Sepultada dentro da Capela da Armação. – [Era filha do feitor da Armação da Pesca das Baleias, que era morador em Itajaí, onde foram batizados a maioria dos seus netos e escravos. Esse mesmo José Ignacio Borges foi um dos requerentes que a 05.01.1824 pediram a separação territorial e a criação do curato do Santíssimo Sacramento de Itajaí, juntamente ao Frei Pedro Antônio de Agote].
  • 1797 – começam a aparecer sepultamentos no lugar Piçarras.
  • Dezembro de 1800 – começam a aparecer sepultamentos em Barra Velha – Cemitério da Lagoa da Barra Velha.15.02.1811 –  Maria de Quadros, 66 anos, viúva, a filha solteira Agostinha da Silva, 38 anos, a filha Águeda, também solteira, e o filho João da Silva, solteiro, 30 anos. Todos sem os sacramentos, infelizmente mortos pelo gentio bravo. Eram moradores no lugar Piçarras e lá foram sepultados.
  • 03.03.1814, o tenente André Borges Pitta, 66 anos, casado com dona Joanna da Conceição, morador da barra do rio Cambri, sepultado dentro da Capela da Armação. [A grande descendência que ele deixou foi através de dois filhos homens que ele teve com a escrava Cecília. Os dois filhos foram: João Borges Pitta e o alferes José Borges Pitta].
  • 26.07.1820, Jacinto Alves, casado com Anastácia Alves, morreu desgraçadamente afogado no dia 24 para 25, juntamente a mais sete companheiros da lancha de arpoar. [Sua esposa Anastácia era da família Gonçalves Nogueira. Ele deixou descendência através do filho Joaquim Jacinto Nogueira].
  • Até agosto de 1821, os escravos da armação baleeira, falecidos,  aparecem como pertencentes ao Real Contrato da Pesca da Baleia.Em setembro de 1821 começam a aparecer escravos falecidos como pertencentes à Nova Administração do Real Contrato da Pesca da Baleia, e à Antiga Administração do Contrato de Pesca da Baleia. Após a Independência do Brasil, em 1822, não aparece mais Real Contrato, mas, Administração do Contrato Imperial da Pesca das Baleias.
  • 14.06.1824 – Damião, idade 70 anos – “Aos quatorze dias do mês de junho de mil oitocentos e vinte e quatro apareceu José Francisco da Silva que avisou ao administrador Miguel Gonçalves dos Santos Junior desta armação nacional, que no morro por trás da […] pertencente a esta, se achava parte da ossada e caveira de um corpo humano, e indo ali o dito administrador em companhia de Ricardo Tavares e Faustino da Luz, feitores desta armação da antiga administração do Rei, que havia fugido faz dois meses desta armação, o que se conheceu pelo chapéu e dentro dele suas ceroulas que estavam ao pé da ossada que se supõe ter sido devorado por uma onça que por aqui andou no tempo da sua fuga. Seus ossos foram conduzidos ao cemitério desta capela e nele enterrados, e lhe fiz os sufrágios de costume. Faço o referido na verdade e para constar fiz este termo que assinei aos 20 de julho do mesmo ano nesta Armação Nacional de São João Batista. Frei Martin Joaquin de Oliden”.
  • 19.08.1825 – Catharina, conga, 25 anos, casada com Luís, benguela, Escrava da Nova Administração. Morreu por ter caído em azeite a ferver. Sepultada no Cemitério da Armação.
  • Após 1828, os escravos da armação falecidos, aparecem como pertencentes a esta Armação de Itapocorói.
  • 30.05.1832 – Agostinho, de 70 anos mais ou menos, escravo desta armação. “Morreu sem sacramentos por morrer de repente, sendo tirado morto do pau em que estava amarrado, e não sei se morreu da surra que levou ou se de alguma moléstia interior”. Sepultado no Cemitério da Armação. Frei Bernardino José do Espírito Santo Ferreira.
  • Nos assentos do livro de São Francisco encontrei algumas curiosidades, como o emprego da palavra bairro:
  • 28.10.1787 – Francisco Alvarez, 65 anos mais ou menos, solteiro, residente no BAIRRO de Itajaí, onde morreu. Foi sepultado no Cemitério de Itapocorói.08.01.1788 –  Catarina, 2 anos, menor, filha de Pedro Peres, do BAIRRO  da Barra Velha, onde morreu. Sepultada no Cemitério de Itapocorói.17.01.1788 – Manoel, 5 anos, inocente, filha de João Ferreira Galhardo, do BAIRRO Piçarras. Sepultado no Cemitério de Itapocorói.
  • Para concluir: Em 25 de junho de 1998, a Capela de São João Batista de Itapocorói, marco da fundação do povoado de Itapocorói, lugar de suma importância na história e formação da sociedade desta parte do litoral norte, foi declarada Patrimônio Histórico do Estado de Santa Catarina.

Excelente pesquisa sobre a Capela de São João Batista de Itapocorói foi feita pela escritora Maria do Carmo Ramos Krieger, minha diretora na Escola de Educação Básica Manoel Henrique de Assis, em Penha. Vale a pena conferir: http://eebmanoelhenrique.blogspot.com.br/2014/06/capela-sao-joao-batista-patrimonio.html

Referências

Video do Prof. Telmo Tomio

Anúncios

2 Comments

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s