A INFLUÊNCIA TENENTISTA SOBRE O 13º BATALHÃO DE CAÇADORES DE JOINVILLE NOS ACONTECIMENTOS DO MOVIMENTO DE 1930

Resumo: O artigo tem como proposta analisar a conexão entre as ideias tenentistas da década de 1920 com a adesão do 13º Batalhão de Caçadores de Joinville ao movimento de outubro de 1930, movimento que destituiu Washington Luís e alçou no poder Getúlio Vargas. Na primeira seção teremos a apresentação de vestígios do tenentismo no pensamento do 13º B.C., avaliando as fontes, tanto de jornais, como fontes oficiais da corporação. Além de como uma possível influencia levou a participação no movimento de 1930 a partir de motivações com o pensamento tenentista.

Palavras-chave: Adesão; tenentismo; 13º Batalhão de Caçadores.

The tenentista influence on the 13th Hunter Battalion of Joinville in the events of the movement of 1930

Abstract: The article intends to analyze the connection between the tenentistas ideas of the 1920s with the adhesion of the 13th Cavalry Battalion of Joinville to the October 1930 movement that deposed Washington Luís and took over Vargas. In the first section we will have a contextualization of tenentism from the awakening of the republic to the 1930 movement that supposedly installed a new phase in the political history of Brazil. Their interpretations will also be briefly discussed. Subsequently will be outlined the methodology and analysis of the tenentism traces in the thought of the 13th B.C evaluating the sources of both newspapers and official sources of the corporation. And finally a balance of the battalion’s participation in the movement and its motivations.

Key Words: Accession; tenentism; 13th Battalion of Hunters.

Introdução

Em uma madrugada chuvosa, em 4 de outubro de 1930, o 13º Batalhão de Caçadores tomava parte em um movimento iniciado em Porto Alegre no Rio Grande do Sul. O envolvimento do 13º B.C. em movimentos armados não era novidade. Em 1924 o batalhão foi convocado e lutou em São Paulo, ao lado das tropas governistas. Logo depois, em 1926, novamente o 13º B.C. parte para combater revoltosos, desta vez liderados por Leonel Rocha. A missão era combatê-los na chamada região do Contestado, principalmente guardando as estações ferroviárias e linhas férreas que cortavam o território, palco do conflito. A região de Porto União não era igualmente desconhecida, pois o 13º B.C.  com frequência patrulhava a região, devido ao clima instável instalado depois do conflito do Contestado.

            Contudo, em outubro de 1930, o batalhão passou de legalista a revolucionário. Agora, naquele outubro de chuva torrencial, o 13º B.C. iria experimentar o lado rebelde, contrariando dois pilares fundamentais das forças armadas: a hierarquia e a disciplina. Cumpre, nesse sentido, lembrar que o comandante da guarnição, o Tenente Coronel Álvaro Jansen Serra Lima, Major Fiscal Peixoto e o 2º tenente foram presos. Nos documentos, é notória a supremacia dos tenentes entre os líderes revoltosos. Apenas um é capitão, isto é, oficial intermediário. Entre os demais comandantes presos, inversamente há apenas um tenente, os outros militares já estavam na hierarquia dos oficiais superiores, acima dos tenentes classificados como oficiais subalternos.

            Para tal envolvimento no movimento, o comandante da sublevação e capitão Manoel Caldas Braga, tiveram que justificar no boletim diário de 5 outubro, ainda acantonado em Porto União, as motivações da tropa em participar, naquele momento, de uma agitação contra a ordem estabelecida. Para entender um pouco mais sobre a questão, no próximo tópico será explanada as pistas e vestígios do pensamento tenentista no 13º BC de Joinville.

Pistas sobre a influência do tenentismo no 13º B.C de Joinville

            A questão que fica por se responder é: O que levou o 13º B.C. a aderir, no dia 4 de outubro, ao movimento de 1930? Dito de outra forma: O que teria sido o estopim? Acaso? Ocasião do momento? Ou relações com o tenentismo?[1]

             O jornal Diário Carioca, na sua publicação de 7 de novembro de 1930, pode nos trazer uma resposta ou, ao menos, uma hipótese. Nesta edição, o jornal descreve uma entrevista com os militares Gamaliel Pereira de Carvalho e Fernando Rodrigues Peixoto, sobre a adesão do batalhão de Porto União em 4 de outubro, e os embates no dia 10 de outubro. Relatam eles: “Na manhã do dia os oficiais subalternos resolveram fazer o levante do batalhão, visto terem apreendido rádios, durante a noite de três para quatro, informando que as forças federais de Minas e do Rio se haviam insurgido contra o desposta deposto”.[2] Estes rádios apreendidos aparecem em um artigo especial do jornal A Notícia[3] de 1931: “O 13º Batalhão de Caçadores aderindo ao movimento […] aprisiona a oficialidade da 2ª. Companhia de nossa milícia estadual, apossando-se do Quartel e da respectiva estação radiotelegráfica”.[4]

Os boletins internos do 13º B.C. apontam que a decisão partiu de oficiais subalternos, todos capitães e tenentes, mostrando a força destes oficiais de baixa patente dentro da tropa. Em uma conta rápida, verificando-se a patente dos oficiais que constituíram a junta militar revolucionária, quando da adesão do 13º B.C., obtemos o dado de que dos 15 militares, 13 eram tenentes e 1 era capitão. Em outras palavras, 90% dos comandantes revoltosos eram oficiais de baixa patente. É uma informação importante para pensar a penetração do tenentismo no 13º B.C., pois esta foi uma característica marcante, a presença maciça da baixa oficialidade.

            No mesmo jornal A Notícia de 5 de fevereiro de 1931, obtém-se uma afirmação interessante: “Isolou-se o 13º B.C em Porto União em pardieiros sem higiene e conforto, e deixou-se o lá amadurecendo as suas ideias de revolta, mais em contato com os chefes do Rio Grande. ”.[5] O trecho nos leva a crer que o isolamento do batalhão em um pardieiro, isto é, um edifício velho e em condições lastimáveis, não foi por acaso, mas sim decisão oriunda do contato com os revoltosos do Rio do Grande do Sul, confirmado no fragmento “mais em contato com os chefes do Rio Grande”. Não podemos deixar de dispensar atenção também à frase “amadurecendo as suas ideias de revolta”. Se estava amadurecendo, possivelmente significa que antes do movimento iniciar, havia algum resquício de simpatia a ele.

            Já Antônio Lara Ribas, que fazia parte da força pública e fiel ao governo, afirma que o Capitão Virgílio Euriques Dias não resistiu à tomada da estrada de ferro para poupar vidas, além de que a estratégia dos comandantes rio-grandenses, meses antes de iniciar o movimento, era atrair a força do exército para a região do Contestado perto de Porto União, onde estava o 13º B.C., deixando-o ocupado, além do caminho livre e desguarnecido para a tomada da estrada de ferro, tendo êxito a tática.[6]

A edição do dia 21 de fevereiro de 1930 da Folha da Manhã, da cidade de São Paulo, meses antes de iniciar o movimento, traz na primeira página a manchete “Grande tiroteio em Chapecó”, e informa sobre uma troca de tiros na cidade, entre as forças catarinenses e gaúchas, destacando o acordo entre as duas forças, o que pode confirmar a versão de Lara Ribas: “[…] se diz, teriam desrespeitado o acordo firmado há dias entre chefes de polícia daquele Estado e do Rio Grande do Sul, tropas da brigada militar sob o comando do coronel Juvêncio Mello”.[7] O suposto acordo rompido denota que Lara Ribas possa ter razão quanto à estratégia dos gaúchos.

            Karla Nunes descreve sobre como o movimento foi subestimado meses antes de seu início, ao afirmar: “O governo federal limitou-se a deslocar o 13° B.C. (Batalhão de Caçadores) de Joinville para Porto União”.[8] Este deslocamento pode ter sido mais um motivo da adesão do batalhão. Pode ter sido discutido entre os militares qual o real motivo do 13º B.C. ser mandado para Porto União, e ter-se chegado à conclusão de que, na verdade, era uma estratégia do governo para deixar a cidade de Joinville vulnerável e colocar de lado o 13º B.C..

            Cleto da Silva, em seu livro “Apontamentos históricos de União da Vitoria, 1768-1933”, antes de iniciar suas descrições sobre o movimento nas cidades de Porto União e União da Vitória, traz uma informação que pode ser a nossa resposta: “Em dias de Junho de 1930, chegam à União da Vitória, com o fito de estabelecerem ligações revolucionárias com o 1º Tenente Silvino de Nobrega, do 13º B.C. acantonado em Porto União, os Srs. Coronel Modesto Luz, Tenente Vicente Mario de Castro, Fabio Ferreira e João B. S. Klier”.[9] Como o nome já designa, Modesto Luz era um chefe político do ramo ervateiro, acompanhado de outros dois políticos e um tenente. O tenente Mario de Castro foi considerado desertor pelo exército em dezembro de 1926, segundo o jornal A República, sem contar sua condenação a dois anos de prisão, por se envolver em um movimento no Estado do Rio Grande do Sul, em junho de 1930, como consta no jornal Diário Carioca. Ele aparenta ter ligações tenentistas, o que facilitou as ligações revolucionárias. Nos parece que este líder tenentista ajudou a preparar as tropas para o mês de outubro, quebrando de vez a ideia de revolta, sem motivo aparente, nos quartéis de Porto União pelo 13º B.C. de Joinville.

Higino de Barros Lemos, um dos militares com participação importante nas movimentações em Curitiba durante os primeiros dias do levante, traz uma informação valiosíssima sobre o 13º B.C.: “A oficialidade compunha-se, entre outros, dos irmãos Alexino (tenentes), todos da corrente, particularmente o Tenente médico Paula Soares”. [10]

A “corrente” se refere à corrente tenentista, que influenciou o exército brasileiro durante a década de 20, discutido anteriormente. Diante disto, temos mais uma indicação de que o exército joinvilense estava atento ao que acontecia no quadro nacional. Adiante, Lemos confirma a respeito do oficial médico Paula Soares: “O Tenente médico que ali servia, Dr. Paula Soares, tenentista conhecido […]”.[11]

            Outro relato interessante sobre a tomada da cidade de Porto União é feito por Ítalo Conti, confirmando a informação de que Paula Soares era entusiasta do movimento:

[…] Agora, é preciso destacar que Porto União teve um papel importante na Revolução e eu, que conheço a história, acredito que foi um papel decisivo. As tropas que saíram do Rio Grande do Sul, comandadas por Getúlio Vargas, pararam em Marcelino Ramos, esperando Porto União se decidir pela Revolução. Acontece que aqui em Porto União, existia um Batalhão de Infantaria, e não de Engenharia, que era comandado por um Major que era contrário à Revolução. Então, quando ele saiu para passar um telegrama no telégrafo da Rede Ferroviária, Paula Soares, um capitão farmacêutico do Batalhão de Infantaria, pequenino e baixinho, com um revólver 38 na mão, prendeu o dito Major e foi comunicado as tropas do Getúlio, que o Batalhão já havia aderido a Revolução e o Getúlio pode vir finalmente para Porto União, juntamente com Osvaldo Aranha, o Siqueira Campos e o Joarez Távora, onde Getúlio Vargas discursou no Hotel Internacional, em frente à Praça Hercílio Luz.[12]

O oficial médico Paula Soares, citado como um dos integrantes da corrente tenentista, aparece aqui como um dos protagonistas ao prender o Major Ney Rodrigues Peixoto. Com a estação ferroviária de Porto União assegurada, o caminho ficou livre para Vargas e sua comitiva adentrarem na cidade rumo ao Paraná e São Paulo, no dia 6 de outubro, sendo recebido no dia 13 de outubro.

            No dia 5 de outubro, Cleto da Silva lembra de um manifesto espalhado por Porto União:

Ao povo de Porto União o União da Vitoria:

O movimento revolucionário hontem iniciado no Sul, onde toda a Guarnição Federal confraternizou com o povo e onde Getulio Vargas, Borges de Medeiros e Assis Brasil assumiram a chefia dessa grande causa de reimplantação do verdadeiro regimen republicano, movimento do qual já resultaram as quedas dos governos do Piauí e Pernambuco, não podia deixar de ecoar nestas cidades livres entre as mais livres, empolgando igualmente o 13.º Batalhão de Caçadores que, constituído de gente do povo, acaba de tomar a atitude decisiva de não mais reconhecer como governo legal aquele que ha dois anos vem concorrendo para a intranquilidade da familia brasileira e do nosso credito no estrangeiro. O 13.° Batalhão de Caçadores, formando ao lado do povo, pede e apela para o mesmo povo para que, diante da grandeza da causa, não apareçam as pequeninas vinganças pessoais sobre irmãos vencidos. Pede ao povo que acate as autoridades, facilitando dessa forma a boa marcha da nossa tarefa que agora se inicia e que precisa do concurso de todos os cidadãos revolucionários. Animado dessas intenções, o 13.° Batalhão e que precisa do concurso de todos os cidadãos revolucionários.

Animado dessas intenções, o 13.° Batalhão afirma a população que saberá corresponder e expectativa geral. O comitê revolucionário.[13]

O 13º B.C. coloca-se como um exército formado de pessoas do povo, e critica a política estrangeira do governo Washington Luís atingindo as famílias, muito por conta da crise dupla que o Brasil enfrentava, a da bolsa de Nova York seguida da crise de superprodução do café. Posteriormente, o documento pede ajuda à população, destarte é necessário frisar que esses jovens soldados não colocavam o povo como atores, mas sim na vanguarda. Lanna Junior afirma sobre esses militares: “Na visão dos protagonistas do tenentismo, eles eram exatamente essa vanguarda revolucionária, uma ideia que existia embrionariamente desde 1922 e que a Revolta de 1924, em São Paulo, agiu como propaganda para contagiar outras regiões do país”.[14] Na assinatura do documento, como pode-se ver, está identificado como “Comitê revolucionário”, entretanto, existe a chance de ter sido escrito pelo capitão Manoel Caldas Braga, o principal líder do 13º B.C., já que ele escreveu um boletim diário com um conteúdo muito parecido, justificando a participação do 13º B.C. nos acontecimentos revolucionário. Segue o boletim:

Irrompeu ante-hontem, 3 de Outubro, ás 5 horas da tarde em Minas, Rio Grande e Paraiba com ramificações em quase todo o Paiz um movimento contra revolucionário que visa repor a administração Nacional dentro dos limites constitucionais, restabelecendo o império das leis, o extermínio das paixões subalternas dos governantes, mercê ás quaes a nação dia a dia se esvai em seu crédito no exterior e sua ordem no interior. Ao exército Nacional cabe dentro de suas funções taxativas a ordem e a asseguração do respeito ás leis no interior. Nos países bem organizados em que os governos têm compreensão de seus deveres perante a pátria, isso importa em ser dever do Exército o apoiar os governos. Mas no caso atual quem vem fazendo a revolução é o governo, filho da fraude e da violência. É ele que não sabe respeitar os direitos que a constituição assegura aos cidadãos, é ele quem tripudia sobre a vontade nacional. Acompanha-lo incondicionalmente numa emergência dessa importaria ao exército desvirtuar a sua missão sagrada e descer ao nível das guardas pretorianas do passado que eram a garantia dos despostas. Compreendendo as suas responsabilidades pondo acima de todas as conveniências individuais o interesse superior de bem servir a Pátria, grande parte do Exército, governos de Estados sem o apoio – dos quais não pode haver normalidade administrativa no país, e o povo em massa se atira agora contra os opressores. Salve pois aqueles que com entusiasmo pela ação visam o horizonte longínquo de dias mais felizes para o nosso Brasil infeliz.

Em conseqüência das considerações acima e tendo perfeita compreensão do papel que lhe cabia o 13º Batalhão de Caçadores pela quase totalidade de seus officiaes, por todos os seus inferiores e praças deliberou incorporar-se á Phalange libertadora”.[15]

É quase impossível, como aponta Neto, não associar o teor do documento com o tenentismo. Estão presentes alguns elementos bem denunciados pelo tenentismo: fraudes, violências políticas e claro, a corrupção política.[16]

Impossível não remeter ao ideal intervencionista das forças armadas, quando o texto coloca o exército como assegurador das leis. Aplicando a questão aos modelos de intervenção propostos por José Murilo de Carvalho, temos o conceito de soldado-cidadão ou a intervenção reformista. Esta forma de pensamento trazia, em seu bojo, o soldado como cidadão, e teve origem na Questão Militar. A ideia de soldado-cidadão refletia a noção de afirmação militar e o […] sentimento de marginalidade, além do ressentimento dos oficias em relação à sociedade civil, sobretudo à elite política”.[17] Este sentimento fica bem expressado quando Caldas Braga demonstra a insatisfação com o governo da época, ao que chama de “filho da fraude e da violência”, aquele que não respeita “os direitos que a constituição assegura aos cidadãos, é ele quem tripudia sobre a vontade nacional”. Para José Murilo de Carvalho, a Constituição de 1891, é embasada pela ideia de soldado-cidadão com a brecha da expressão de ordem dentro dos limites da lei: “Art 14 – As forças de terra e mar são instituições nacionais permanentes, destinadas à defesa da Pátria no exterior e à manutenção das leis no interior. A força armada é essencialmente obediente, dentro dos limites da lei, aos seus superiores hierárquicos e obrigada a sustentar as instituições constitucionais”.[18] Essa abertura dava respaldo para a ideologia intervencionista dos novos tenentes, em especial Juarez Távora. Pelo olhar de José Murilo de Carvalho, Juarez: […] achava que o dispositivo constitucional dava ao militar a faculdade de decidir a conveniência ou não de obedecer às autoridades governamentais”.[19] O primeiro parágrafo do Boletim Diário, assinado por Caldas Braga, afirma que o movimento que “visa repor a administração Nacional dentro dos limites constitucionais” coaduna-se com essa percepção de que os militares têm margem para intervir na vida política do país.

Ademais, o jornal A Notícia, em reportagem especial de outubro de 1931, ou seja, um ano depois, afirma que no dia 10 de outubro, o capitão e líder do movimento pelo 13 B.C., Caldas Braga, teria encontrado Aurino Soares, fundador do jornal, na estação ferroviária. Este, por sua vez, apresentou um telegrama de Oswaldo Aranha, que dava atribuições ao capitão Caldas Braga para: “[…] reconhecer a entrada na cidade e estabelecer a respectiva ligação com as forças desembarcadas”.[20]  

Nada na história é por acaso, e o fato de que o militar Caldas Braga teria recebido um telegrama de um líder importante como Oswaldo Aranha, soma-se a outros rastros que indicam grandes chances de haver ligação com o movimento do tenentismo. É difícil acreditar que ele tenha comandado a tomada de Joinville, sem ter respaldo do comitê da Aliança Liberal de Joinville, ou mesmo ser um nome respeitado entre seus pares revoltosos. Em outra edição do jornal A Notícia, é transcrito um telegrama de 14 de outubro, onde Caldas Braga diz comandar uma tropa denominada “Capitão Caldas Braga”. Ter um destacamento que leva seu nome indica mais uma pista da forte influência dentro do movimento. Afinal, ele não teria um batalhão levando seu nome, sem que houvesse uma ligação com os líderes do levante. Novamente, o jornal A Notícia de fevereiro de 1931, ao mencionar a partida do 13º B.C. para Curitiba, faz uma menção interessante:

A espontaneidade com que se manifestou o heroico Batalhão, a decisão com que agiu, o esforço desenvolvido na ânsia de alcançar a adesão dos corpos não definidos, só podem ser apreciados à vista dos impressionantes despachos radiotelegráficos de sua autoria, onde ao ardor cívico da ideia, se abraçava a confiança da vitória.[21]

            Reparemos na palavra empregada: espontaneidade. Parece-nos que o batalhão não foi pego de surpresa e já esperava o momento para tomar parte no movimento. Destaca-se, também no trecho, o ímpeto do batalhão para convencer as tropas que ainda não haviam se decidido após as comunicações feitas via telegrafo por Caldas Braga, que parecia estar totalmente envolvido com o movimento.

Finalmente, vale lembrar outros dois pontos relevantes: O primeiro, nas palavras da pesquisadora Iara Andrade Costa: “No movimento tenentista de 1924, considerado subversivo, houve a participação de 13º B.C. de Joinville, que perdeu seu comandante em batalha, o Coronel Gustavo Maria de Andrade S. Thiago, com 50 anos”.[22] O segundo ponto é que o 13º B.C. praticamente não ficava na cidade. Sempre ia para a região do Contestado fazer a patrulha, devido aos resquícios do conflito, ou mesmo era designado para servir a causa legalista, como foi em 1924. Apesar de o batalhão ser a personificação dos valores de ordem e progresso defendidos pela cidade, ele não tinha muito convívio com estes princípios dentro da comunidade joinvilense, pois praticava o discurso mais em outras terras do que em seu próprio lugar de origem. Isto nos leva a pensar que em 1930, o batalhão possa ter despertado, entre seus tenentes e capitães, a vontade de intervir na causa nacional por meio de Joinville.

Sem ser menos importante, temos o relato de Manoel Alves da Silva, José Felix da Silva e Luiz Travaglia, todos sargentos do 13º B.C.. Eles contam sua versão ao Jornal de Joinville de 18 de novembro de 1930, sobre como foi o início do movimento: “A nossa unidade que se achava em Porto União, foi a primeira que se levantou na 5ª Região, não tardando a que unissem a nós inúmeros civis. […] Não é verdade – assim terminaram dizendo os nossos visitantes – que o 13º B.C. tenha aderido à última hora, pois que, realmente, foi a primeira unidade a levantar-se na 5ª Região Militar”.[23] (JORNAL DE JOINVILLE, 18 de novembro de 1930). Se foi a primeira de fato, é mais um elemento para afastar qualquer direção que elenque o “acaso” para explicar a adesão do 13º B.C..

Outro ponto é a questão interna do exército. Isto é, quais eram as condições dos militares que serviam neste momento conturbado? Novamente, a pesquisadora Iara Andrade Costa, usando como fonte um trecho do Jornal de Joinville[24] de 1924, traz um panorama geral da situação dos militares na cidade:

Apesar da população reconhecer os seus valores e o elogiar, por serem os guardiões da disciplina e da ordem, o governo federal, neste período atrasava o soldo dos praças, por um período intolerável. “Em tal situação encontra-se presentemente o 13a Batalhão, cujo atraso de vencimento alcança 10 meses. Os prejuízos sofridos pelo comércio são fáceis de avaliar; porém mais dolorosa é a situação triste dos pobres soldados”.[25]

            Teriam os soldados joinvilenses escrito para a coluna Da província da revista A Defesa Nacional, requerendo providências para este atraso? Como isso interferia em seu pensamento político? Fica o desafio para futuras pesquisas.

Considerações finais

Buscou-se avaliar qual a ligação entre o que convencionamos chamar de Tenentismo e uma possível conexão com o 13º Batalhão de Caçadores de Joinville, que prontamente tomou parte em outubro de 1930 no movimento que colocou Vargas no Poder em um mês.

Naqueles dias chuvosos de outubro, que traziam junto com a chuva a mudança no cenário político brasileiro, o batalhão que, anos antes, havia combatido rebeldes em São Paulo, agora se via do outro lado. Passaram de legalistas a subversivos. Juntaram-se aos que outrora combateram. As pistas e os indícios demonstram que o 13º B.C. não entrou no movimento em 1930 repentinamente, perdido naquele outubro de tempo fechado. O espírito tenentista estava embrenhado em seus corpos e mentes há um certo tempo. É difícil precisar ou datar quando foi isto. Pode-se pensar nos episódios de março de 1930, em Porto União e União da Vitória, ou em negociações já entre o 13º B.C., com o 1º Tenente Silvino de Nobrega e o Coronel Modesto Luz, bem como o Tenente Vicente Mario de Castro, Fabio Ferreira e João B. S. Klier. Se tivéssemos que datar a inversão de pensamento do 13º B.C., a segunda opção parece a mais plausível.

Cerca de um mês depois, João Pessoa foi assassinado, e o movimento que tinha perdido fôlego, ganhou uma injeção de ânimo. Naquela madrugada de 4 de outubro de 1930, o 13º B.C. recebeu o sinal de que era hora de mudar, ao saber, através de uma interceptação via rádio apreendido pela tropa, que o levante havia começado no Rio Grande do Sul.

Os militares do 13º B.C., que eram simpatizantes do movimento tenentista, acabaram sendo decisivos para o batalhão tomar frente no movimento. Parece-nos, à primeira vista, que a participação do 13º B.C. não alterou tanto o resultado do movimento. Contudo, foi vital para o sucesso da sublevação da estação ferroviária como ponto fulcral que ligava o Rio Grande do Sul com São Paulo. Uma decisão construída nas mentes e corações daqueles militares ajudou a mudar para sempre a história do Brasil.

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FOLHA DA MANHÃ. São Paulo. Fevereiro de 1930.

Outros Jornais:

CORREIO DO POVO. Porto Alegre, Outubro de 1931. Extraído de BONDARIK, Roberto. Nos Trilhos da Revolução: A Invasão Ferroviária de Santa Catarina em Outubro de 1930. In: V Congresso Internacional de História, 2011, Maringá – Estado do Paraná. Anais do Congresso Internacional de História (Online). Maringá – Estado do Paraná: Universidade Estadual de Maringá, 2011. p. 619-629.


[1]  Não é o objetivo do artigo discutir as várias interpretações sobre o que teria sido o tenentismo. Também achamos que dado a complexidade do debate seria não adequado tentar construir refletir sobre o debate historiográfico em alguns parágrafos e páginas. Assim vamos usar como conceituação a seguinte do CPDOC presente em seu verbete sobre o tenentismo escrito por Maria Cecília Spina Forjaz que teria sido um: “Movimento político-militar que se desenvolveu durante o período de 1920 a 1935, aproximadamente, sob a liderança dos “tenentes”, nome com que ficaram conhecidos os oficiais revolucionários da época, nem todos verdadeiros tenentes, mas em sua grande maioria oficiais de baixa patente” (FORJAZ, Maria Cecília Spina. Tenentismo. São Paulo: CPDOC/ Editora Forense Universitária/FINEP, 1985 (Verbete).

[2] DIÁRIO CARIOCA. “Como se deu o levante da Quinta Região Militar”. Diário Carioca, Rio de Janeiro, 07/11/1930, p.1.

[3] O jornal foi fundado em 1923 por Aurino Soares. Segundo Barcellos e Fernandes pertencem o jornal é da “fase heroica da imprensa catarinense, feita à base de chumbo pelas linotipos. Nasceu como semanário independente, com quatro páginas, por iniciativa do paranaense de Palmas, Aurino Soares, então com 27 anos. ” (BARCELLOS; FERNANDES, 2008, p. 128). Ver mais: BARCELLOS, Bruna Luísa; FERNANDES, Mario Luiz. Jornal A Notícia e o discurso nazista em Santa Catarina. Cenários da Comunicação, v. 7, p. 127-136, 2009.

[4] A NOTÍCIA. “Derrocada dos Konder” A NOTÍCIA, Joinville, 05/02/1931, p.2.

[5] A NOTÍCIA. “Episódios da revolução em Santa Catarina”. A Notícia, Rio de Janeiro, 07/11/1930, p.1.

[6] RIBAS, Antônio de Lara. Polícia militar de Santa Catarina:ação de guerra dos batalhões de infantaria: período de 1922 a 1930. Florianópolis: Policia Militar de Santa Catarina, 1985, p. 93.

[7] FOLHA DA MANHÃ “Grande tiroteio em Chapecó”. Folha da Manhã, São Paulo, 21/02/1930, p.1.

[8] NUNES, Karla Leonora, Dahse. Santa Catarina no Caminho da Revolução de Trinta: Memórias de Combates (1929-1931).2009. 365 f. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, p. 156.

[9] SILVA, Cleto. Apontamentos históricos de União da Vitoria, 1768-1933. União da Vitória: Max Roesner & Filhos Ltda., p. 189, grifo meu.

[10] TOURINHO, Plínio. Cinquentenário da Revolução de Trinta no Paraná. 2ª Ed. Curitiba: Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense, 1980, p. 236, grifo meu.

[11] TOURINHO, Plínio. Cinquentenário da Revolução de Trinta no Paraná. 2ª Ed. Curitiba: Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense, 1980, p. 240, grifo meu.

[12] CONTI, Ítalo. Entrevista disponível em: http://www.ocomercioweb.com.br/noticias01.php?id=25 Acesso em: 13 dez. 2016. Grifo meu).

[13] SILVA, Cleto. Apontamentos históricos de União da Vitoria, 1768-1933. União da Vitória: Max Roesner & Filhos Ltda., p. 190.

[14] LANNA Júnior Mário Cléber Martins. Tenentismo e Crises políticas na primeira República. In: O Tempo do Liberalismo Excludente: da Proclamação da República à Revolução. FERREIRA, Jorge, DELGADO, Lucília de Almeida Neves. (Orgs.) -. 2. Ed, Civilização Brasileira, 2006, p. 322-323.

[15] Boletim interno do 13º Batalhão de Caçadores. “Aquartelamento em Porto União. Porto União, nº 1, 5 de outubro de 1930.

[16] GUEDES, Sandra Paschoal Leite de Camargo, NETO, Wilson de Oliveira e OLSKA, Marilia Gervasi. O Exército e a Cidade: Joinville e o seu Batalhão. Joinville: Univille, 2008, p. 77.

[17] CARVALHO, José Murilo.  Forças armadas na primeira república. In: Forças armadas e política no Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 2005, p. 38-39.

[18] BRASIL. Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 24 de fevereiro de 1891, disponível em:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao91.htm. Acesso em: 15 out. 2017.

[19] CARVALHO, José Murilo.  Forças armadas na primeira república. In: Forças armadas e política no Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 2005, p. 39-40.

[20] A NOTÍCIA. “Histórico Movimento Revolucionário na cidade de Joinville”. A NOTÍCIA, Joinville, 04/10/1931, p.3.

[21] A NOTÍCIA. “Capitão Caldas Braga”. A NOTÍCIA, Joinville, 02/02/1931, p.1.

[22] COSTA, Andrade Iara. A Cidade da Ordem: Tensões Sociais e Controle (Joinville 1917/1943). 1996. 255 f. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, p. 229.

[23] JORNAL DE JOINVILLE. “A ação do 13º B.C”. Jornal de Joinville, Joinville, 18/11/1930, p. 2.

[24] O jornal é resultado da fusão de outros dois jornais: a Gazeta de Joinville e o Comércio de Joinville. Em 1913 foi criado o núcleo que resultaria no Jornal de Joinville, que teve em 1919 o início de sua circulação. Eduardo Schwartz era o diretor responsável pelo jornal. Ele era rival de Aurino Soares.

[25] COSTA, Andrade Iara. A Cidade da Ordem: Tensões Sociais e Controle (Joinville 1917/1943). 1996. 255 f. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, p. 229.

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