Genealogia das Famílias Açorianas – De onde viemos e quem somos

Texto de Marcos Henrique Oliveira Pinheiro

Os sobrenomes

Os sobrenomes ou nomes de família, surgiram durante a Idade Média, para identificação das pessoas. Anteriormente, só eram utilizados pelos reis e nobres, para reproduzir os hábitos de personagens importantes, ou, simplesmente, para buscar diferenciação numa época de grande expansão demográfica. Os homens mais comuns passaram a utilizar como sobrenomes as designações de seus ofícios ou habilidades, de seus lugares de nascimento, características físicas(família Baixo de Tijucas), de suas condições sócio-econômicas, de plantas ou animais. Muito além de mera designação, o sobrenome é um patrimônio da família, marca exclusiva que representa toda uma linhagem.

Nomeação que se estende por gerações e gerações, identificando características físicas e comportamentos semelhantes. A reconstrução histórica da formação familiar conduz, portanto, a interpretações capazes de estabelecer uma ponte entre o passado e o presente, entre os ancestrais e seus descendentes, revelando-se como a maior homenagem que se pode prestar aos antepassados.

Hoje, destina-se a reconstituir o passado de cada grupo familiar, retomar laços de parentesco e, sobretudo, revelar o processo de formação social de uma região. Por isso se costuma dizer que a genealogia deixou de ser uma ciência auxiliar da História para tornar-se uma parte dessa própria Historia, tantos e tais os elementos informativos com que trabalha.

O inicio

Desde que as Galeras Jesus, Maria, José do Capitão Luís Lopes Godelho, e a Galera Santa Ana e Senhor do Bonfim do Capitão Pedro Lopes Arraya, aportaram na Ilha de Santa Catarina, a historia mudou. Estas galeras saíram da Ilha Terceira, Açores, Território Português, nos dias 6 de outubro e 9 de outubro do ano de 1747, trazendo 236 e 237 pessoas. Começa a historia da Genealogia das famílias Açorianas em Santa Catarina.

Lista das principais Freguesias de onde vieram os imigrantes
Açorianos.

  • Ilha do Faial
  • Matriz do Espírito Santo (Igreja da Misericórdia de Angra)
  • Santa Barbara dos Cedros
  • São Mateus dos Capellos
  • Nossa Senhora da Conceição
  • Ilha de São Miguel
  • São Miguel Arcanjo da Vila Franca
  • Santa Maria
  • Ilha da Graciosa
  • Nossa Senhora da Luz
  • Nossa Senhora de Guadalupe
  • Apostolo São Matheus da Vila da Praia(Matriz)
  • Ilha do Pico
  • Santíssima Trindade da Vila de Lages
  • São João Batista
  • São Matheus(Igreja da Calheta do Galeão)
  • Igreja Matriz da Vila de São Roque
  • Santa Barbara(Igreja de Santa Cruz das Ribeiras)
  • Santa Luzia
  • Ilha de São Jorge
  • Nossa Senhora da Pena
  • Nossa Senhora de Guadalupe
  • Nossa Senhora do Rosário da Vila Nova do Topo
  • Santa Bárbara das Manadas
  • Santa Catarina da Vila Nova da Calheta
  • Vila Nova de Velas Apóstolo São Tiago da Ribeira Seca
  • São Miguel Arcanjo da Vila Franca
  • Ilha Terceira
  • Nossa Senhora da Peña da Fontinhas
  • Nossa Senhora de Guadalupe da Vila Nova de Agualva
  • Nossa Senhora do Rosário da Vila Nova do Topo
  • Santa Beatriz das Quatro Ribeiras
  • São Miguel Arcanjo das Lages
  • São Pedro(Igreja dos Biscoitos)

A chegada

A primeira chegada aconteceu no dia 6 de janeiro de 1748, em Nossa Senhora das Necessidades, hoje Santo Antonio de Lisboa. Muitos casais seguiram para Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, Lagoa da Conceição.

A Fundação do INGESC

Em 2006 foi fundado o INGESC – Instituto de Genealogia de Santa Catarina,
instituição que era pleiteada a mais de 40 sua fundação. Ainda é uma instituição pequena e sem estrutura, mas seus sócios estão a disposição para ajudar os iniciantes.

Estamos trabalhando para formar uma lista com as fontes, dos Açorianos que embarcaram e os que chegaram na Ilha de Santa Catarina.

Lista de ancestrais de Marcos Henrique Oliveira Pinheiro

  1. Marcos Henrique Oliveira Pinheiro, 40 anos, oitava geração de nascidos no Brasil, descendente de Imigrantes Açorianos vindos em 1748.
  2. Pai e mãe – 2 indivíduos – Sétima geração, 50% Oliveira e 50% Pinheiro Local – Lagoa da Conceição.
  3. Avós – 4 indivíduos, 2 casais – Sexta geração 25% Cunha, 25% Jaques, 25%
  4. Oliveira, 25% Pinheiro Locais – Santo Antonio de Lisboa, Canto da Lagoa, Lagoa da Conceição
  5. Bisavós – 8 indivíduos, 4 casais – Quinta geração 12,5% Souza, 12,5% Jaques, 12,5% Conceição, 12,5% Oliveira, 12,5% Soares, 12,5% Cunha, 12,5% De Jesus, 12,5% Pinheiro.
  6. Trisavós(Avós n 3) – 16 indivíduos, 8 casais – Quarta geração – 6,25% Conceição, 6,25% Souza, 6,25% Dos Anjos, 6,25% Jaques, 6,25% Conceição, 6,25% Duarte, 6,25% Vieira, 6,25% Oliveira, 6,25% Soares, 18,75% Cunha, 6,25% De Jesus, 6,25% Silveira, 6,25% Das Dores, 6,25% Pinheiro.
  7. Tetravós(Avós n 4) – 32 indivíduos, 16 casais – Terceira geração – 3,12 % Santos, 9,37% Conceição, 6,25 % Souza, 9,37% De Jesus, 6,25% Vieira, 6,25 % Rosa, 6,25% Silveira, 12,5% Cunha, 6,25 % Não conhecido, 3,12 % Soares, 6,25% De Jesus, 3,12 % Souza, 3,12 % Duarte, 6,25 % Não conhecido, 3,12 % Jaques,3,12 % Aguiar, 3,12 % Ignacia.
  8. Pentavós(Avós n 5) – 64 indivíduos, 32 casais – Segunda geração.
  9. Septavós(Avós n 6) – 128 indivíduos, 64 casais – Primeira geração nascida no Brasil Segunda geração, nascimento 1755 Desterro, Nossa Senhora da Conceição da Lagoa(Lagoa da Conceição), Nossa Senhora das Necessidades(Santo Antonio de Lisboa), hoje Florianópolis Santa Catarina.
  10. Heptavós(Avós n 7) – 256 indivíduos, 128 casais – O Imigrantes, nascimento por volta de 1730, localidades: Freguesia de Nossa Senhora da Peña das Fontinhas, Ilha Terceira, Freguesia de Nossa Senhora do Rosário da Vila Nova do Topo Ilha Terceira, Freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe Ilha Terceira, Freguesia da Sé, São Salvador, Ilha Terceira, Freguesia São Jose, Ponta Delgada, Ilha São Miguel, Freguesia Nossa Senhora da Luz, Ilha Graciosa, todas a localidades e freguesias nas Ilhas dos Açores, Portugal.
  11. Octavós(Avós n 8) – 512 indivíduos, 256 casais.
  12. Novavós(Avós n 9) – 1024 indivíduos, 512 casais.
  13. Decavós (Avós n 10) – 2048 indivíduos, 1024 casais.

Os objetivos

  • O primeiro objetivo é chegar no tetravô, através da certidão de nascimento do bisavô que provavelmente nasceu depois de 1890. E por isso as informações podem ser encontradas no Cartório.
  • A segunda meta é chegar até os casais açorianos que vieram na primeira imigração de 1748 a 1756 através dos registros de batismo e casamentos que poderão ser encontrados no arquivo histórico eclesiástico da Cúria Metropolitana.
  • O terceiro passo é “mergulhar dentro dos Açores e chegar ate 1450, indo aos Açores ou pesquisando nos arquivos micro-filmados que estão a disposição nos CHF – Centro de Historia da Família, nas Igrejas Mórmons. Entre 1450 e 1200 pesquisar em Portugal, de 1200 para traz só é possível pesquisar se algum genealogista já fez e registrou a pesquisa.

Guia do Iniciante em Genealogia

  • Ingesc – Instituto de Genealogia de Santa Catarina – http://www.ingesc.org.br
  • Colaboração – Willian Marques, Fernando Machado, Max Pessoa e Marcos Pinheiro.

Os primeiros passos, por onde começar:

  1. A pesquisa genealógica deve ser iniciada fazendo uma copia da sua própria certidão de nascimento e de seus pais. Nelas você encontrará as datas de nascimento e os locais de origem de cada um deles, bem como os nomes de seus avós.
  2. Visite as pessoas mais velhas da famílias, elas alem de terem contribuições importantes, ficaram muito felizes com a visita, cumprimos assim também uma função social. Estas pessoas gostam de falar do passado, é importante, gravar, filmar e anotar todas as informações por mais simples que sejam. Muitas vezes eles sabem de nomes, parentescos e acontecimentos da vida da família. Há sempre alguém em toda família, que é mais ligado à história dos seus. Procure aquela tia mais velha, ela é uma rica fonte de informações. Consulte os parentes : pai, mãe, irmãos, avós, tios, primos, colhendo todas as informações necessárias, tipo: nomes, apelidos, data e local de nascimento, casamento, falecimento, batizado, nomes dos pais, avós, tios, irmãos, padrinhos, testemunhas, noivos, padres, comentários, casos interessantes, recortes de jornais, retratos, documentos (C.I., C.P.F., titulo de eleitor, etc) certidões (nascimento, casamento, etc), cartas, revistas, almanaques, fatos históricos, fotos, etc. Na medida do possível fazer copias dos documentos mais antigos.
  3. Os cartórios de registro civil foram criados a partir de 1889. Antes destas datas os registros de nascimento e batismos da Igreja Católica são documentos que contem os registro. As datas entre cada geração pode ser calculada entre 15 e 20 anos para as mulheres e 20 e 25 para homens.
  4. Do bisavô para cima, se a família é originária do lugar onde ainda hoje vive, convém consultar alguém que conheça a história do local, pois ele poderá ajudálo(a) com mais alguma informação. Caso a família seja de outro Estado, procure informar-se acerca da existência de algum genealogista ou instituição genealógica na região..

Não desanime, pois cada descoberta é uma conquista e gera um novo desafio.


LOCAIS PARA PESQUISAR:

  • Arquivo Histórico
  • Arquivo Público
  • Cúria Metropolitana
  • Igreja Mórmon
  • Biblioteca Pública
  • Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina
  • Instituto de Genealogia de Santa Catarina.

Curiosidade sobre genealogia

Quem procura nobre acha pobre, quem procura pobre acha nobre.
Ilha das Flores é o local de maior incidência da doença de machadinho ou Josefh Machado.



Uma família de Florianópolis fez um levantamento genealógico as pressas porque um filho de 28 anos estava com leusemia, descobriu ancestrais indígenas e franceses.


Um pesquisador descobriu uma tia no Morro do Mocotó em Florianópolis, que tinha ascendência gama, e chegava até a família real Portuguesa.


O fim Alguém me perguntou a quanto tempo eu morava na Lagoa da Conceição, eu respondi: Minha família mora na Lagoa da Conceição a 260 anos. Somos irmãos de todos e filhos de muitos.

Biografia do escritor

  • Descendente de Açorianos
  • Formação Educação Física
  • Pesquisador de Genealogia
  • Participante da 2 Semana de Estudos Açorianos
  • Participante da 5 Semana de Estudos Açorianos
  • Sócio fundador do INGESC – Instituto de Genealogia de Santa Catarina.
  • Primeiro presidente do INGESC
  • Atual vice-presidente do INGESC

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