Moedas Brasileiras – História

As moedas no Brasil começaram a circular no país com a vinda de Pedro Alvares Cabral no ano de 1500, onde os mercadores, colonos e navegadores da época trouxeram e faziam de comércio local. Somente a partir de 1695 as primeiras moedas começaram a ser produzidas em território nacional, com ouro e prata com a unidade de Réis. Passados 300 anos, começamos a ter uma variedade de unidades monetárias, como Cruzeiros, Cruzeiro Novo, Cruzado Novo, Cruzeiro Real e atualmente utilizamos o Real, implantado em 1994, pelo presidente Itamar Franco, e do então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso.

Evolução das Moedas no Brasil.

Além do real Português usado pelos primeiros colonos, no ano de 1654 há também foram reais cunhado pelos holandeses no nordeste do Brasil.

Em 1690 o real se tornou a moeda oficial do Brasil. Na sequência da invasão de Portugal por Napoleão Bonaparte em 1807, em 1808, João VI, rei de Portugal, fugiu para o Brasil, onde permaneceu até 1821, quando voltou a Portugal deixando no país seu filho Pedro IV. Na sequência dos problemas encontrados em Portugal, Pedro declarou a independência do Brasil em 7 de setembro de 1822, tomando o nome de Pedro I e proclamando o nascimento do império, com a anexação da Província Cisplatina (atual Uruguai) por João VI durante a guerra de 1816-1820 contra José Gervasio Artigas.

Em 1889, Deodoro da Fonseca liderou uma revolução com a proclamação da República, forçando Peter II, filho de Pedro I, a abdicar e voltar para a Europa.

Devido à inflação, no fim da República Velha (1889 – 1930) tornou-se a moeda base, inicialmente, a mil réis (do valor de um mil réis) e, posteriormente, o conto de réis (um milhão de réis): não obstante a adoção do padrão-ouro em 1846 , a mil réis tinha uma equivalência com 822.076 mg de ouro, em seguida, desvalorizou a 180 mg de ouro em 1926. Em 1933, Brasil adotou o regime de taxa de câmbio fixa entre o mil réis e o dólar americano, a uma taxa de US $ 1 = 12,5 mil réis.

Lista de Moedas – Brasil

1°. Real/ Réis 1695
2°. Cruzeiro Antigo 1942
3°. Cruzeiro Antigo (eliminados os centavos) 1964
4°. Cruzeiro Novo (volta dos centavos) 1965
5°. Cruzeiro 1970
6°. Cruzeiro (eliminados os centavos) 1984
7°. Cruzado Brasileiro 1986
8°. Cruzado Novo 1989
9°. Cruzeiro (terceiro) 1990
10°. Cruzeiro Real 1993
11°. Real/Reais 1994

Valor Monetário = peso

Antigamente não existia valor monetário impresso nas moedas, desta forma eram medidas pelo peso e tamanho. A partir do final do século XVIII, que as moedas começaram a ter medidas monetárias e impressas em seu cunhão (frente ou verso) e desta forma que distinguia o seu valor. Antigamente, no Brasil Colônia até o Império as moedas do Ouro tinham um valor maior, seguido de prata e cobre.

Fabricação da Moeda

Para cunhar uma moeda, necessário cunhar os discos de metal (discos primitivos utilizados pelos gregos podiam ser fabricados de várias maneiras.O metal era derramado em uma quantidade exata (peso determinado) para fundir o metal em pequenas formas ou moldes do tamanho da moeda, cortando-se fatias de uma barra ou rolo comprido de metal como rodelas de salame, ou ainda achatando-se bolas de metal. Nos tempos da Idade Média, os discos eram recortados, com uma tesoura especial, de chapas de metal achatado a marteladas até atingir a espessura desejada.

Posteriormente, as chapas eram laminadas e os discos extraídos com a ajuda de um vazador. Uma vez prontos, os discos eram novamente esquentados no momento da cunhagem para amolecê-los o suficiente, a fim de receberem a impressão dos cunhos.

Os cunhos eram inicialmente feitos de bronze endurecido, sendo substituídos depois pelo ferro e pelo aço, mais resistentes.

Os desenhos eram feitos à mão em cada cunho com a ajuda de cinzel de buril (diz-se “abrir” um cunho), em baixo relevo e em negativa (como um carimbo de borracha atual), para que o desenho aparecesse certo (em positivo) no disco.

As letras e inscrições eram colocados com a ajuda de punções (instrumento pontiagudo para gravar traços ou pontos com a ajuda de um martelo), diretamente nos cunhos.

Imagine a precisão adquirida pelos antigos na gravação desses cunhos que eram verdadeiras obras de arte e de precisão em miniatura.

Quatro homens bem treinados chegavam a cunhar uma moeda por segundo:

  1. O primeiro pegava com a pinça o disco de metal no forno e o colocava sobre o cunho de anverso;
  2. O segundo colocava com a outra pinça o cunho de reverso sobre o disco;
  3. O terceiro batia com força o martelo sobre o cunho de reverso, forçando os desenhos dos cunhos no disco amolecido;
  4. Um quarto homem tirava a moeda pronta de cima do cunho de anverso.Essa técnica artesanal, como se pode imaginar, produzia moedas de grande irregularidade que, feitas em série, conservavam um caráter particular, por isso cada moeda antiga, o que não deixa de ser um dos seus atrativos. Nem sempre os discos, uma vez prontos, eram esquentados para receber a impressão dos cunhos, por exemplo, na Idade Média as moedas eram cunhadas a frio em discos muito finos que dispensavam essa preparação.
Fabricação de Moedas.

Como se pode ver na gravura acima que representa uma oficina monetária do começo do século XVI.

Refêrencias

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