Edith Gaertner – Mulher a frente de seu tempo – Blumenau

Foi uma mulher que esteve à frente do seu tempo. O grande sonho de Edith era o teatro. Edith viajou para a Alemanha, onde cursou por um período de quatro anos a Academia de Arte Dramática, em Berlim. Amante por gatos, chegou construir aos fundos de sua casa, um Cemintério de Gatos, onde existem mais de 50 gatos enterrados e 09 lapides construídas.

O Cemintério é único do Brasil e possilvemente das Américas.

Edith Gaertner chegava a ter sete gatos de cada vez, conta professora (Foto: Arquivo Histórico/FCBlu)

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Biografia

Nascida em Blumenau no dia 22 de março de 1882, era sobrinha-neta do fundador da cidade Hermann Bruno Otto Blumenau (1819-1899). Muito independente para os padrões da época, aos 20 anos viajou para Alemanha, onde cursou a Academia de Arte Dramática em Berlim. Percorreu as principais cidades da Europa atuando em peças nos mais renomados palcos de teatro.

Em 1924, Edith retorna a Blumenau para cuidar dos irmãos que haviam adoecido. Do constante contato com o público, seus hábitos passaram marcados pela convivência entre livros e animais, e foi assim até fim dos seus dias.

Teatro

Do repertório das suas representações constam peças de Goethe, Schiller, Molière, Shakespeare e outros expoentes do mundo das artes cênicas. Retornar a Blumenau, em 1924, foi uma contingência do destino. Retornando ao Brasil modificou radicalmente os seus hábitos e estilo de vida.

Edith Gaertner encenou textos clássicos em teatros
europeus no século XX (Foto: Arquivo Histórico/FCBlu)

Do constante e assíduo contato com o público, preferiu refugiar-se no silêncio da sua propriedade, entre livros, animais, o grande jardim e o verde do parque nos fundos da casa. Suas relações de amizade estavam restritas a determinadas famílias. Foi dentro desta magia da natureza, lembranças, leituras, aves e animais, que Edith Gaertner passou os últimos anos de sua vida.

Paixão por gatos – (Foto: Arquivo Histórico/FCBlu)

Edith recolheu-se para o seu mundo interior. No despontar da década de 1950, Blumenau vivia a efervescência dos festejos comemorativos do Centenário da cidade.

Edith e Gato. (Foto: Arquivo Histórico/FCBlu)

Casarão Gaertner

Para evitar a dilapidação do seu patrimônio, um dos mais expressivos referenciais da colonização alemã, preservado desde sua construção em 1864, doou para a municipalidade uma área de 1.775m². A residência, o horto e outras benfeitorias foram incorporadas à Fundação Cultural de Blumenau, transformadas no Museu da Família Colonial e Parque Botânico Edith Gaertner.

A imagem pode conter: área interna
Casa histórica guarda trajes e objetos pertencentes à sobrinha neta do Dr. Blumenau, Edith Gaertner. Acervo Museu da Família Colonial Gaertner

Vista parcial de um dos cômodos do Museu da Família Colonial, a antiga residência do comerciante Victor Gaertner, sobrinho do fundador da cidade. A casa foi construída em estilo enxaimel comum em 1864.

Na exposição, contemplamos um dos quartos de dormir contendo trajes e objetos de Edith Gaertner, sobrinha neta do Dr. Blumenau.


O seu gosto pela natureza, as flores que alegravam o belo jardim e decoravam o interior da casa, os gatos – seus fiéis companheiros, a freqüência de passear no jardim, foram as imagens que Edith deixou registradas pela sua câmera fotográfica.

Fontes

  • Secretaria Municipal de Cultura
  • Arquivo Histórico José Ferreira da Silva
  • Acervo Iconográfico: Fundo Administrativo
  • Fundação Cultural de Blumenau
  • Museu da Família Colonial

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