Holanda dentro do Brasil ( Extensão territorial do Brasil Holandês)

Os territórios administrados pela WIC (Companhia Holandesa das Índias Ocidentais) no Brasil ganharam sua maior proporção durante o período em que o conde João Maurício de Nassau-Siegen foi governador das terras conquistadas.

Invasão da Holanda no brasil.

O território corresponde hoje a grande proporção da região nordeste do Brasil. Segundo Caspar Barléu:

“Nosso território brasileiro, sob os auspícios e com o poder militar da Companha, consiste em seis províncias ou capitanias. Sergipe d’ El-Rei, Pernambuco, Itamaracá, Paraíba, Rio Grande e Ceará. Destas, a primeira e derradeira são despovoadas; as demais foram cultivadas e habitadas por nós. Outrora fora colonizado o Sergipe, mas após uma expedição conduzida pelo conselheiro Johan Gijsselingh e Sigismund von Schoppe, foi desabitado. Os colonos, atemorizados pelas nossas armas, refugiaram-se na Baía de Todos-os-Santos e então, conforme a praxe militar, foi assolado o Sergipe para que não sustentasse os habitantes da Bahia. Havia no Ceará poucos colonos portugueses guardando um pequeno forte, o qual expugnado pelos nossos, fora fortalecido com uma guarnição de 40 soldados. Até agora não se tem mostrado de bom proveito, mas de quando em quando proveem-nos os naturais dali com armas e sodados.

Antigo mapa Brasil Holandes.

A principal capitania é Pernambuco, situada numa posição ameníssima e estratégica, entre o Rio São Francisco e a Ilha de Itamaraca. Na língua dos índios, pernambuco significa ‘pedra oca’ ou ‘penhasco’, que se vê nas cercanias da Ilha de Itamaracá banhada embaixo pelas águas. Esta província tem os seguintes ancoradouros, portos e angras: Recife, do lado exterior, é um perigoso ancoradouro, porém, no lado interior, a água é menos turbulenta e, assim, mais confiável; no Cabo do Santo Agostinho, as águas são de pouca profundidade e a enseada é estreita e cheia de rochedos; para fazer reparos, aportam muitas naus na enseada da Ilha de Santo Aleixo, que é mais conhecida por poucos; na Barra Grande, situada entre Una e Porto Calvo, há uma entrada larga e cômoda para grandes embarcações […]” (P.86)

Fontes

  • BAERLE, Caspar van. “História do Brasil sob o governo de Maurício de Nassau (1636-1644)”. Trad. BERCKEL-EBELING, Blanche T. van. Recife: Editora CEPE.

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