Fatos Curiosos da Cidade de Joinville – Uma Cruz apontava ao primeiro cemitério da cidade

Os primeiros 118 imigrantes desembarcaram da “Barca norueguesa Colon” em 9 de março de 1851 – entre homens, mulheres e crianças.

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Inicialmente o total era 125 passageiros embarcados, mas faleceram 07 à bordo. Também tivemos 61 noruegueses enviados por Liebich do Rio de Janeiro que resolveram ficar na Colônia Dona Francisca, provisoriamente, e partiram para a América do Norte em 1852. Tiveram um fator importante para o inicio do desenvolvimento da Colônia, como operários, carpinteiros e pedreiros. Ao final de 1852 ficaram somente 9 noruegueses.

Em julho no mesmo ano, chegava outro barco Emma & Louise, e em setembro Gloriosa. Não havia acomodações suficientes e os alimentos foram escasseando.

Começaram as doenças e ainda não havia hospital ou médico com conhecimento de doenças tropicais, ou algum pastor ou padre que consolasse espiritualmente os que ficavam. As saudades da terra distante gerava um desespero ensurdecedor.

Os mortos eram enterrados no fim da clareira, no ribeirão onde é hoje a esquina da Rua 9 de Março e Rua Dr. João Colin. Uma cruz marcava o lugar do sepulcro. Eduard Schroeder(Diretor Interino da Colônia) e Leonce Aubé (Representante do Príncipe de Joinville) realizam o controle da lista dos falecidos e se incumbiam de noticiar as imensas tragédias do primeiro ano da colonização.


Em dezembro de 1851 uma cheia fez com que o braço do cachoeira, que passava ali, desfizesse os túmulos, causando a imagem horripilante de ver urnas boiando pela rua 9 de março…Os corpos que foram recuperados foram levados para o cemitério que fundaram após a tragédia, que é o dos imigrantes.

Assim surgiu o Segundo ou primeiro oficialmente Cemitéio dos Imigrantes e o primeiro sepultamento ocorreu em dezembro de 1851 e funcionou até o ano de 1913. Nele constam cerca de 490 sepulturas, porém o número de sepultados supere os 2 mil, entre imigrantes e seus descendentes, luso-brasileiros e afrodescendentes que colonizaram a região.

Conheça o Cemitério de Imigrantes da Cidade de Joinville (clique aqui)

Fonte

  • Cadernos de Blumenau
  • História de Joinville (Carlos Ficker)

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